
Walberto Caballero walberto@abc.com.py
O Aqüífero Guarani não tão cheio de água doce e potável – uma reserva para o futuro. Pelo menos na zona do Alto Paraná, em terriório paraguaio, na fronteira com o Brasil e a Argentina, os resultados de estudos indicam que a água é salobra. Além disso, em outra zona próximas análises demostraram que a água extraída está sulfatada, con efeitos laxantes para as pessoas. Estes dados foram apresentados pela Dra. Sara Vassolo, geóloga do Instituto Federal de Geociências e Recursos Naturais (Bundesanstalt für Geowissenschaften und Rohstoffe, com a sigla BGR) da Alemanha.
A Dra. Vassolo, de nacionalidade argentina e residente na Alemanha a serviço da BGR, disse que o primeiro diagnóstico que realizaram na zona do Aqüífero Guarai, na Região Oriental do Paraguai (o país se divide em duas regiões: Oriental e Ocidental ou Chaco), detectaram água com alto conteúdo de sais, principalmente nos poços surgentes da Itaipu Binacional.
A mesma situação de água salobra foi detectada em poços de Minga Guazú e Puerto Palma, sempre próximo das Três Fronteiras.
“Não são resultados finais, mas já são indicativos da situação”, afirmou a geóloga.
A equipe técnica alemã faz o controle em 195 poçs em grande parte da Região Oriental, em um triângulo delimitado por Coronel Oviedo, Ciudad del Este e Encarnación. Os resultados das análises laboratoriais correspondem a 44 amostras tomadas nesta área.
Independentemente da zona próxima ao rio Paraná, as águas do Aqüífero Guarani apresentaram outras particularidades que indicam que poder ser ingeríveis.
ADra. Vassolo sustenta que o Aqüífero Guarani no Paraguai é composto e recoberto por basalto e por baixo tem “areniscas de Missiones”.
As águas em algumas zonas são bicarbonatada cálcica magnésicas (HCO3-Ca-Mg); em outras, sulfatadas sódica cloradas (SO4-Na-Cl); em outro lugar, bicarbonatadas cálcica sódicas (HCO3-Cl-Na); e em outros fluem águas bicarbonatadas sódicas (HCO3-Na).
As águas com conteúdo de sulfato (sulfatada sódica cloradas ou ootras combinaciones con enxofre) contém propriedades laxantes que podem se usadas para a medicina, segundo explicou a geóloga enviada pela BGR da Alemanha.
Outra particularidad detectada é que o Aqüífero Guarani descarrega ou flui naintemperie no Rio Paraná, que recebe grande parte do reservatório.
Esta apresentação do desenvolvimento do Projeto Aqüífero Guarani no Paraguai se realizou na reitoria da Universidad Nacional de Asunción (UNA), diante de autoridades e representantes da Secretaria do Meio Ambiente (Seam), da Comissão Nacional de Defesa dos Recursos Naturais do Parlamento (Conaderna), da Vice-presidência da República e convidados especiais.
O projeto implementado tem duração de três anos e iniciou em maio do ano passado. A contrapartida técnica por Paraguai é a engenheira. Elena Benítez, diretora de Recursos Hídricos da Seam.
São Francisco
Juazeiro (BA) – O Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco aprovou um plano para o uso das águas da bacia do Velho Chico nos próximos dez anos, e definiu que a captação de água será de no máximo 360 metros cúbicos por segundo.
O documento traz um diagnóstico da situação atual das águas, estabelece prioridades e critérios para medidas como cobrança e outorga para uso da água. O Comitê aprovou, também, o Programa de Revitalização do São Francisco, que terá cinco linhas de ação, abrangendo recuperação de nascentes, educação ambiental e saneamento.
O texto é focado na gestão sustentável dos recursos hídricos e na revitalização da bacia hidrográfica. Identifica os principais motivos da degradação do São Francisco ao longo dos séculos, mas com ênfase nos últimos anos. Aponta, ainda, caminhos para a revitalização da bacia, como preservação da vegetação remanescente, recomposição florestal, controle e redução de riscos de contaminação por mineração e ordenamento de atividades como extração de areia e garimpo.
O Governo Federal pediu vistas de uma deliberação que impediria o aproveitamento das águas do São Francisco em outras bacias hidrográficas. Segundo o secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Bosco Senra, o objetivo é ampliar o diálogo com o Comitê sobre o Plano de Desenvolvimento Sustentável para a Bacia do São Francisco e para o Semi-Árido.
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