
Eduardo Geraque, de Cuiabá – Agência FAPESP –
Na madrugada de 27 de março deste ano, os litorais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entraram em estado de atenção. Um fenômeno nunca antes registrado pelos meteorologistas era observado no Brasil. As imagens de satélite, analisadas dias depois, não deixaram dúvida. Era um furacão, de intensidade moderada, que atingiu o Sul do Brasil.
Segundo o pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Estudos Espaciais (Inpe), não se pode descartar por completo a tese de que o fenômeno verificado pertencia a uma nova ordem climática. A causa: as mudanças globais, que teriam chegado para ficar.
Sem querer ser catastrofista – muito pelo contrário, o pesquisador paulista tem como uma de suas características a ponderação –, Nobre afirmou em conferência realizada na segunda-feira (19/07), durante a 56ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Cuiabá, que os resultados dos estudos científicos sobre o clima na Terra são suficientes para se fazer uma afirmação categórica. “Vai ocorrer um aumento dos eventos extremos em termos de clima nas próximas décadas. Apenas ainda não sabemos onde esses processos serão verificados”, disse.
Se por acaso esses fenômenos atingirem o Brasil – outra explicação para o furacão de março é que ele pode ter sido um evento isolado, que ocorre de 1.000 em 1.000 anos, por exemplo –, o pesquisador lembra que a vulnerabilidade social do país deverá aumentar ainda mais. “Poderemos, por exemplo, ter uma seca mais forte no Nordeste. Ou chuvas mais intensas no Rio de Janeiro, o que irá causar um impacto grande nas encostas dos morros.”
Enquanto o Brasil e os países europeus tendem mais a tentar alternativas para as causas do problema, Nobre lembra que os Estados Unidos ainda estão convencidos de que a adaptação aos problemas que serão causados pelo aquecimento global pode ser o melhor caminho. “Isso não significa que o Brasil possa se furtar à sua responsabilidade de colaborar com a solução da situação. E isso significa que temos que reduzir bastante o desmatamento da Floresta Amazônica”, afirmou.
Mineracão na bacia do Paraíba do Sul
A Agência Nacional de Águas (ANA) realiza reuniões com usuários do setor de mineração sobre a regularização e a cobrança pelo uso da água na Bacia do Rio Paraíba do Sul. O setor corresponde a cerca de 5% do total de usuários , devido a grande quantidade de areia que existe na bacia. Cerca de 80% da areia usada na construção civil no estado de São Paulo sai das margens do Paraíba do Sul.
Os encontros foram realizados em Belo Horizonte (MG), em Jacareí (SP), e em Seropédica (RJ). Além da ANA, também participam das reuniões técnicos do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas e da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Rio de Janeiro.
O objetivo dos encontros é tirar as dúvidas dos usuários de água do setor de mineração, empresas de consultoria, associações, sindicatos e cooperativas sobre a cobrança e os procedimentos para obtenção de outorga de direito de uso de recursos hídricos. Com a regularização, o setor vai contribuir para minimizar o impacto ambiental e auxiliar na recuperação do rio.
Fonte: MMA
Estudando a atmosfera
Uma missão dedicada a estudar a saúde da atmosfera do planeta foi lançada na manhã de quinta-feira (15/7), na base de Vandenberg, na Califórnia, pela agência espacial norte-americana Nasa.
O satélite Aura seguiu a bordo de um foguete Delta II e entrou em órbita a 705 quilômetros de altitude. O objetivo da missão é ajudar a responder a três questões científicas importantes: a camada de ozônio está se recuperando? Quais são os processos que controlam a qualidade do ar? Como está mudando o clima do planeta?
A Nasa espera que o Aura envie os primeiros dados científicos já em pouco mais de um mês. O satélite deverá ajudar a entender melhor como a composição da atmosfera afeta as mudanças climáticas e como responde a essas alterações. Os cientistas na Nasa acreditam que as informações enviadas ajudarão a entender melhor os processos que relacionam as qualidades do ar regional e global.
O satélite leva quatro instrumentos, projetados para examinar diferentes aspectos da atmosfera terrestre. O Aura irá estudar a atmosfera a partir da troposfera, onde vive o ser humano, até a estratosfera, onde se encontra a camada de ozônio que protege o planeta.
Com o lançamento do Aura, a Nasa completou a primeira série de satélites do seu Sistema de Observação Terrestre. As outras unidades são o Terra, que monitora a superfície, e o Aqua, que observa os ciclos de água.
Mais informações:http:// aura.gsfc.nasa.gov

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