Paulo Bidegain
No site do Governo Federal, o diretor da área de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, afirmou que os investimentos de mais de US$ 53 bilhões, previstos no novo Plano Estratégico da Petrobras para o período 2004/2010, deverão gerar 200 mil empregos em todo o país.
No ano de 2001 os parques nacionais dos EUA foram poderosos instrumentos que ajudaram a provocar um boom na economia do país. As pessoas que visitaram os parques gastaram US$ 10,6 bilhões por ano e geraram 212 mil empregos naquele ano.
É o que mostra o estudo “Economic Impacts of National Park Visitor Spending on Gateway Communities, Systemwide Estimates for 2001”, realizado em 2003 pela National Parks Conservation Association, uma organização civil dos EUA. Observem a força econômica que têm os parques. A grande maioria deles funciona de fato apenas durante uns quatro meses do ano.
Comparando os dados. O setor de petróleo precisa de US$ 53 bilhões para
gerar 200 mil empregos. O setor de parques nacionais gera 212 mil empregos
quando os visitantes gastam US$ 10,6 bilhões.
Ou seja, os parques nacionais podem gerar 5 vezes mais empregos que o
investimento de uma indústria de petróleo.
Falta alguém dizer: “Presidente, nossos Parques Nacionais podem gerar milhares de empregos. Muito mais que vários ramos de negócios que recebem recursos do BNDES. Estamos comendo mosca”. Aí o presidente vai perguntar: “É mesmo ?”. E o que precisamos fazer?” Criar uma empresa ?”
“Sim presidente. Eu diria que a melhor forma é criar uma companhia para administrar nossos Parques. Ao longo da história brasileira criamos institutos e empresas para o ferro (CVRD), aço (CSN), café (IBC), açúcar (IAA), petróleo (Petrobrás), mas nunca nada inovador para nossos Parques e Reservas. A hora é essa. Vamos criar a Companhia dos Parques do Brasil, para administrar todos nossos parques com a melhor técnica empresarial e conservacionista disponível e assim poder receber recursos do BNDES. Será um empresa de sucesso como é a Petrobrás, com uma grande vantagem. Os parques não acabam, ao contrário do petróleo”.
Leave a Reply