O Brasil é o país da América Latina mais adiantado em matéria de educação ambiental. A afirmação é do economista mexicano Enrique Leff, coordenador da Rede de Formação Ambiental para a América Latina e o Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Em visita à Coordenação Nacional de Educação Ambiental (Coea) do Ministério da Educação, Leff disse que apóia sua teoria em fatos: “O Brasil foi o primeiro a fazer uma lei nacional de educação ambiental e a implantar uma política nacional no setor, com a participação dos ministérios do Meio Ambiente e da Educação”.
O economista destacou, também, que o Brasil “é o país que tem o maior núcleo de pesquisa de pós-graduação em matéria de meio ambiente em toda a América Latina”. Além disso, lembrou, “há muitas universidades brasileiras fazendo programas regionais de meio ambiente. De 1987 a 1992, o Brasil fez, a cada ano, um congresso nacional de educação ambiental”.
Leff, que é professor de Ecologia Política e Políticas Ambientais da Universidade Nacional Autônoma do México, veio ao Brasil conhecer projetos de educação ambiental e de agricultura familiar desenvolvidos no Distrito Federal e em Salvador, Feira de Santana e Santa Bárbara, na Bahia.
Mais informações na página eletrônica
www.pnuma.org.
Química Ambiental
Agência FAPESP – O Workshop de Química Ambiental, que será realizado em Salvador, nos dias 28 e 29 de maio, irá discutir temas relacionados à química do meio ambiente que possam resultar em ações conjuntas envolvendo estudos de interesse comum entre centros de pesquisa de países da América Latina.
O evento, organizado pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ), Federación Latinoamericana de Asociaciones Químicas (FLAQ) e American Chemical Society (ACS), terá como tema geral “Atmosfera, sólidos, energia e qualidade das águas”.
De acordo com os organizadores, o objetivo é aproximar grupos de pesquisa que estejam dispostos a discutir assuntos específicos como “Química atmosférica”, “Combustão de biomassa”, “Agroquímica”, “Poluição atmosférica”, “Uso de pesticidas e fertilizantes” e “Contaminação de águas e solo por resíduos de petróleo”.
Mais informações: acardoso@iq.unesp.br.
Rede
O coordenador da Rede concorda com a concepção de que a educação ambiental deve ser tratada como tema transversal, e não como “um tema à parte”. Em sua análise, “deve-se ter uma dimensão nova dos problemas ambientais, que precisam ser estudados em diversos sentidos. Não é questão de fazer um pequeno curso e de ocupar um pequeno espaço. A educação ambiental transforma os conhecimentos de todas as matérias e estudos, precisa ter transversalidade. A complexidade ambiental não pode ser tratada como uma disciplina”.
A Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe do Pnuma é um programa realizado por todos os países da região. Ela integra ministérios, universidades, centros de capacitação, ONGs e comunidades na meta de realizar uma cruzada de educação ambiental. Leff volta ao Brasil em agosto para fazer uma palestra na Unicamp.
Leave a Reply