
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou nova resolução para disciplinar as várias atividades que podem ser desenvolvidas em cavernas, grutas, lapas, furnas e afins. O Brasil tem mais de 3,6 mil cavernas registradas, concentradas em Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, São Paulo e Goiás.
A resolução institui o Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (Canie) e define que atividades turísticas, religiosas ou culturais poderão ocorrer somente com um Plano de Manejo Espeleológico. Empreendimentos já existentes têm 60 dias para sua regularização. A pesquisa científica e a exploração espeleológica dependem agora de autorização do Ibama ou de órgão ambiental ligado ao Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente).
O Canie estará ligado ao Sinima (Sistema Nacional de Informações Ambientais) e irá concentrar dados sobre o patrimônio espeleológico nacional. Sua implementação deverá estar completa em 180 dias. O sistema receberá informações do Ibama, de universidades e centros de pesquisa. Na base de dados, estarão disponíveis informações não apenas de caráter quantitativo, mas também sobre biodiversidade, área de influência, beleza cênica, servindo de subsídio para elaboração de Planos de Manejo e pesquisas científicas, por exemplo.
A maior caverna brasileira conhecida é a Toca da Boa Vista (BA), com quase 100 quilômetros de extensão, e a de maior importância arqueológica é a do Parque Nacional Cavernas do Peruaçú (MG). Uma série de parques nacionais abriga cavernas, como os Ubajara (CE), Chapada Diamantina (BA), Chapada dos Guimarães (MT).
O Centro-Oeste também tem um patrimônio espeleológico diversificado, merecendo atenção as cavernas do Parque Estadual de Terra Ronca (GO), a Gruta dos Ecos, o Buraco das Araras e o Buraco do Inferno, nas proximidades de Brasília (DF).
Importância das cavernas
1. Em muitos casos, armazenam água, sendo úteis na recarga de aqüíferos, rios subterrâneos e lençóis freáticos, garantindo o abastecimento de populações;
2. Guardam informações geológicas e sítios arqueológicos;
3. Protegem minerais raros ou formações de grande beleza cênica;
4. Abrigam espécies animais ou vegetais únicas, e inclusive ameaçadas de extinção;
5. Podem ser usadas para turismo, lazer, esportes e fins religiosos, além de pesquisas científicas, gerando empregos e renda e conhecimento.
Fotos: omega.uesc.br
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Criado GT de Comunicação e Informação Ambiental
A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, assinou portaria que institui o Grupo de Trabalho sobre Comunicação e Informação Ambiental. O anúncio foi feito pelo secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio Langone, durante o II Encontro da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA) em São Paulo, realizado na sede da ONG Ação Educativa.
Comunicação e Informação Ambiental
Jornalistas debatem GT
O Grupo de Trabalho a ser instituído tem por finalidade formular uma
proposta de política com normas, instrumentos e ações direcionadas para
fomentar a produção, a difusão e a democratização da informação ambiental
no país. O principal objetivo é contribuir para a qualificação do debate
temático nacional e para a proteção do ambiente natural.
O coordenador do Encontro, jornalista José Alberto Gonçalves, moderador da
RBJA no Sudeste, destacou que a proposta da criação do Grupo de Trabalho
não partiu do governo, mas da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (a
lista de discussão na internet que engloba cerca de 300 jornalistas
ambientais de todo o país), com apoio de diversas entidades. Segundo ele esse GT vai fazer uma proposta de política pública de fomento à democratização da informação e comunicação ambiental e apóie a
implementação de projetos de comunicação ambiental independentes, para que se consiga propagar espaços para discutir meio ambiente nas escolas, em relação à inclusão digital na internet, na televisão e na própria mídia
especializada, que está sofrendo pela falta de recursos.

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