NASA confirma que Marte já teve água

Algumas rochas encontradas no lugar de aterrisagem do Opportunity no Meridiani Planum em Marte estiveram submersas em água. Membros da equipe científica internacional da missão do Veículo de Exploração de Marte informaram sobre esta evidência na sede da NASA em Washington D.C.

“A água já correu entre estas rochas. Mudou sua textura e sua química”, disse Steve Squyres, da Universidade de Cornell, pesquisador-chefe dos instrumentos científicos a bordo do Opportunity e seu similar, Spirit. “Conseguimos interpretar as pistas reveladoras deixadas pela água, o que confirma esta conclusão”.

Estas são algumas das pistas que demonstram que no passado a água impregnou um afloramento de rochas onde esteve trabalhando o Opportunity:

(1)O espectrômetro de raios-X de partículas alfa do veículo encontrou grandes quantidades de enxofre no afloramento. Pistas semelhantes obtidas por esse instrumento e pelo espectrômetro de emissão térmica miniatura sugerem que o enxofre aparece em forma de sais de sulfato (similares aos sais de Epson). Na Terra, as rochas que contêm muito sal, ou se formaram na água ou, através de sua formação, estiveram submersas em água durante muito tempo.

(2) O espectrógrafo Moessbauer detectou jarosita, um sulfato de ferro hidratado que poderia ser resultado da permanência da rocha em um lago ácido ou em um terreno de mananciais ácidos quentes.

(3) As imagens procedentes da câmara panorâmica e do dispositivo de imagem macroscópica mostram muitos agulheiros finos e planos – “do tamanho de um centavo” disse Squyres, em um afloramento rochoso escolhido para um estudo mais profundo. Estes agulheiros ou “cavidades” coincidem com a aparência característica das cavidades rochosas da Terra que se formam onde crescem cristais ou sais minerais dentro das rochas que se assentam em água salobras, e logo desaparecem pela erosão ou dissolução.

(4) As câmaras revelaram esférulas encravadas em afloramentos

rochosos. As esférulas não estão concentradas em camadas dentro da rocha, como seria o caso se tivessem se originado fora da rocha e se depositado em forma de camadas acumuladas enquanto a rocha estava se formando. Ao contrário, as esférulas estão dispersas. Isto significa que provavelmente são o que os geólogos chamam “concreções” que se formam devido à acumulação de minerais que transbordaram de uma solução dentro de uma rocha porosa e submersa em água.

(5) Algumas das esférulas das fotografias do microscópio parecem ter raias que correspondem à estratificação da rocha matriz ao redor delas. Isto poderia ser um dado consistente que apoiaria a interpretação de que as esférulas são concreções que se formam dentro de uma rocha úmida.

Ainda permanecem muitas dúvidas: Quando esteve molhada a região? E quanto tempo duraram estas condições? Como estava acumulada a água?, Em lagos salgados ou mares? Que profundidade tinha a água? Os cientistas e engenheiros planejam continuar usando o Opportunity nos próximos dias para buscar mais pistas que possam responder a algumas destas perguntas.

Visite http://marsrovers.jpl.nasa.gov para obter informação mais atualizada sobre os veículos Spirit e Opportunity.

Créditos e contatos

Fonte: NASA

Funcionário responsável da NASA: Ron Koczor

Editor de Produção: Dr. Tony Phillips

Curador: Bryan Walls

Relações com os Meios: Steve Roy

Tradução par o Espanhol: Eugenia Arrés/Carlos Román

Desenho da Capa: NASA Mars Global Surveyor Project; MOLA Team Rendering by Peter Neivert, Brown University

Tartarugas a perigo

Estudos feitos por cientistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, mostram que, todos os anos, cerca de 310 mil tartarugas marinhas são fisgadas acidentalmente pela pesca comercial feita com armadilhas em todo o mundo. Desse total, 60 mil são as chamadas tartarugas de couro e 250 mil as conhecidas pelo nome de cabeçudas. A pesquisa, publicada na edição de março da revista Ecology Letters, é a mais abrangente já feita no gênero. Nenhum outro grupo de cientistas havia tentado obter um panorama mundial da situação desses animais.

Para chegar aos números finais, foram usados dados tabulados pela Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns Atlânticos, pela Comissão do Oceano Índico do Atum e pelo Programa de Pesca Oceânica das Comunidades do Pacífico. Todos os anos, em todo o mundo, bilhões de longas linhas cheias de anzóis são lançados ao mar para a captura de atuns e outros peixes.

Fórum das Águas

O Governo de Estado de Minas Gerais e o Fórum Mineiro de Comitês de Bacia Hidrográfica realizam, entre os dias 22 e 24 de março, o 3º Fórum das Águas para o Desenvolvimento de Minas Gerais – “Em nome das águas, pela vida”, em

consonância com o tema da Campanha da Fraternidade da CNBB.

O objetivo é promover o fortalecimento das entidades do Sistema de

Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Estado de Minas e estimular a

utilização racional da água, debatendo o assunto e provocando reflexões sobre

a importância da conservação desse bem de domínio público.

Atenção especial será dada pelo Fórum, e por todas as organizações do Sistema Estadual do Meio Ambiente que se integram às comemorações, aos Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs). A Semana da Água contará com a participação de representantes das Comissões Pró-Comitês e dos 21 Comitês de Bacias Hidrográficas oficializados em todo o Estado, num total de 34 unidades de planejamento.

Para participar das atividades, os interessados devem fazer

inscrições pelo evento.inscricao@igam.mg.gov.br. O acesso ao evento é gratuito.

Preservação

Segundo os cientistas, as tartarugas cabeçudas são as mais atingidas, por terem o hábito de morder as iscas. As de couro, menos curiosas, procuram menos as iscas, mas são capturadas pelos anzóis das linhas, fisgadas nas nadadeiras ou em outras partes.

Durante a pesquisa, assinada por Rebecca Lewison, do Laboratório de Biologia Marinha da Universidade de Duke, os dados tabulados sobre os diferentes oceanos foram comparados com avaliações demográficas das tartarugas feitas anteriormente.

Para diminuir o impacto da pesca comercial sobre as tartarugas, os pesquisadores sugerem que medidas de preservação sejam tomadas o mais rapidamente possível. Uma delas seria a troca dos tradicionais anzóis por formatos menos perigosos. O estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que a situação mais grave foi encontrada nas águas do Oceano Pacífico, nas regiões central e sul. Nelas, as populações de tartarugas já mostram sinais de declínio.

Fonte: Agência Fapesp

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