A água como componente ambiental

Secas, estiagens, inundações, proliferação de algas, racionamento de água, proibição de uso de rios e lagos para lazer e recreação. Todos estes fenômenos, que abalam a economia, o desenvolvimento e a qualidade de vida dos brasileiros têm uma causa comum: a inadequada ou ausente gestão de nossos recursos hídricos.

Por ser o mais importante solvente universal e estar presente na composição de todos os ecossistemas é, também, mais vulnerável à contaminação.

Embora o país tenha avançado muito nos últimos anos com a criação de mais de 70 comitês de bacias hidrográficas que vêm tentando pôr em prática uma gestão mais eficiente das águas da natureza há ainda um longo caminho a percorrer para que possamos utilizar melhor nossas águas como insumo ao desenvolvimento.

Alguém já ouviu falar de uma grande indústria se instalar em um local onde não há água ou onde os rios estão degradados?

Será que o turismo pode florescer às margens de lagoas, rios e mares poluídos?

Terá qualidade de vida uma população que não dispõem de serviços adequados de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos?

Poderá avançar uma agricultura que depende substancialmente das vicissitudes do clima e cujos altíssimos investimentos podem ser pulverizados em poucas horas porque chove muito ou não chove?

O Brasil possui mananciais de superfície e reservas subterrâneas suficientes para promover a prosperidade de seu povo. O que precisa é cuidar melhor de seu patrimônio líquido. Os instrumentos principais para uma gestão adequada estão aí. O que falta é uma mobilização maior de todas as suas forças para promover a recuperação e proteção das águas que a natureza disponibilizou nesse território.

Que neste 22 de março que nos pega completamente vulneráveis aos fenômenos naturais sirva de incentivo para que o futuro nos reserve Dias Mundiais da Água muito mais festivos.

Boa leitura!

Cecy Oliveira – editora

A Vez dos Leitores

Água – grande riqueza

O artigo de Antonio Ermirio de Moraes, “Água, a grande riqueza do país” (FSP, 14/03/04, Opinião), apresenta uma visão que, somada a outros fatores, tem contribuído para a escalada da insustentabilidade no Brasil e no planeta. É terrível imaginar que, mesmo após décadas das primeiras movimentações globais sobre sustentabilidade, e tendo o Brasil sediado uma destas conferências (RIO, 92), o ideário da exploração fácil se sobreponha ao do uso sustentável dos recursos naturais.

Um breve “alento” é saber que o missivista está à frente de um dos ramos que mais contribui para a degradação ambiental: a mineração. Ou seja, espera-se que esta não seja a visão dominante junto aos demais setores produtivos. De certa forma, folga ainda saber que o próprio empresário já escreveu matérias abordando a necessidade do uso racional da água (FSP, 16/09/01, Opinião: “A divina água”).

Aguaonline

Parabéns pela edição de n. 200.

Prof. Washington Luiz Assunção – UFU – Lab. Climatologia e Recursos Hídricos

Recuperação de bacias

Sou estudante do curso de Ciências Biológicas da Unifil de Londrina e estou fazendo um trabalho sobre a recuperação de bacias hidrográficas. Gostaria se possível, receber algum material sobre o assunto, pois, tudo o que achei foi sobre a preservação.

Ronaldo

Explorando a água

A ONU foi muito feliz em escolher para o Dia Mundial da Água de 2004 o tema da Agua e os Desastres. Por que tem sido um verdadeiro desastre a forma como a humanidade tem tratado seu rios, lagos e oceanos. E , Deus nos livre! , a forma como alguns estão sugerindo que se faça com as águas subterrâneas. Como o sr. Antonio Ermírio, que quer exploração já do Aquífero Guarani.

Quer dizer, parece que nada mudou desde os tempo da colonização quando se arrancava do país todos os seus tesouros, até a exaustão. Pobre de nossos filhos e netos!

Luiz Ercílio Martins – São Paulo

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