
No encerramento dos eventos comemorativos ao Dia Interamericano da Água – 4 de outubro – em todo o continente latino-americano ficou mais evidente ainda a necessidade de que todos os habitantes do continente tenham uma atuação destacada na tarefa de preservação ambiental e particularmente dos recursos hídricos.
Como é ressaltado no material relativo à celebração de 2003: “a única maneira de garantir que a água possa satisfazer as necessidades das gerações atuais e futuras é preservá-la e cuidar para que não se esgote. Sabemos que a água é um recurso renovável mas finito e escasso e que deve satisfazer não só as necessidades das pessoas mas também as das demais formas de vida do planeta. Atualmente, a disponibilidade de água doce constitui um dos grandes problemas que o mundo enfrenta, porque a quantidade existente para todos os usos começa a escassear isso conduz a uma crise.
Tudo indica que a crise da água piorará no presente milênio devido ao aumento da demanda pelo crescimento demográfico, o desenvolvimento industrial e a expansão dos cultivos irrigados, mas também pelo uso de tecnologias inapropriadas, a contaminação crescente das fontes, o desperdício, o uso excessivo e as mudanças climáticas.
A crise da água é sobretudo um problema de gestão dos recursos hídricos por causa do uso de métodos inadequados e de atitudes e comportamentos dos governos e da população em geral, que ainda não têm consciência da magnitude do problema. Tudo isso desemboca em uma inércia e incapacidade para tomar medidas corretivas oportunas e necessárias para solucionar os problemas”.
Quando imagens como as destacadas nessa edição – que retratam momentos da consagração das águas por representantes de diferentes credos e religiões – nos tocam pelo significado simbólico de um elemento que deve unir e não afastar, promover a paz e não a discórdia, é fundamental que reflitamos sobre os desafios
da Declaração Ministerial de Haia, de março do ano 2000, aprovados como base da ação futura. Seu cumprimento é responsabilidade de todos:
1.Cobrir as necessidades humanas básicas; assegurar o acesso à água e a serviços de esgoto em qualidade e quantidade suficientes.
2.Assegurar o suprimento de alimentos; sobretudo para as populações pobres e vulneráveis, mediante o uso eficaz da água.
3.Proteger os ecossistemas, assegurando sua integridade através de uma gestão sustentável dos recursos hídricos.
4.Compartilhar os recursos hídricos promovendo a cooperação pacífica entre diferentes usos da água e entre Estados, através de enfoques tais como a gestão sustentável da bacia de um rio.
5.Administrar a irrigação: oferecer segurança diante de uma série de riscos relacionados com a água.
6.Valorizar a água: identificar e avaliar os diferentes valores da água (econômicos, sociais, ambientais e culturais) e tentar fixar seu preço para recuperar os custos de funcionamento do serviço tendo em conta a equidade e as necessidades das populações pobres e vulneráveis.
7.Administrar a água de maneira responsável, envolvendo a todos os setores da sociedade no processo de decisão e atendendo aos interesses de todas as partes.
8.A água e a indústria: promover uma produção mais limpa e respeitosa da qualidade da água e das necessidades de outros usuários.
9.A água e a energia: avaliar o papel fundamental da água na produção de energia para atender as crescentes demandas energéticas.
10.Melhorar os conhecimentos básicos, de forma que a informação e o conhecimento sobre a água sejam mais acessíveis para todos.
11.A água e as cidades: levar em conta as necessidades específicas de um mundo cada vez mais urbanizado.
Boa leitura!
Cecy Oliveira – editora
A Vez dos Leitores
Aguaonline I
Gosto muito das reportagens abordadas na Aguaonline, sou
gerente de controle de qualidade da COMPESA e faço mestrado em Tecnologia ambiental o que ratifica a importância de eu ler as referidas reportagens.
Clélia Freitas
A Vez dos Leitores
Aguaonline II
Em primeiro lugar quero expressar meus parabéns pelo brilhante boletim,
que além de nos manter informados, permite um ótimo trabalho de
educação ambiental. Gostaria de saber de que forma posso comprar os livros Introdução a Química ambiental e Métodos Laboratoriais …. , pois não consigo
fazê-lo pelo “link” do “site”. Dese já agradeço mais essa preciosa
colaboração.
Prof. Enrique Querol -Disciplina de Conservacionismo e Poluição – PUCRS
Aguaonline III
Gostaria de saber se já foi publicada alguma matéria sobre o uso de ortopolifosfatos no tratamento de água potável, ou sulfato de alumínio. Ainda agradeço pela excelente revista online!
Parabéns!
Ricardo Tissot
Pantanal outra vez
Devido à pressão da sociedade local, conseguimos que o governador anulasse o decreto que liberaria as usinas na Bacia do Paraguai. Esta decisão ocorreu em conseqüência da Audiência Pública que aconteceria no dia 9 de outubro de 2003. Outrossim, devo agradecer-lhes pela oportunidade aberta nesta revista e desde já lhes informar que apesar do decreto não mais nos preocupar, nosso governador disse que não desistiu da idéia e que enviará, aí sim, um projeto de Lei para alterar a legislação atual que proíbe a instalação de empreendimentos potencialmente poluidores na bacia. Portanto, acredito que num futuro próximo tenhamos que apresentar à Revista Digital Águaonline nossa indignação e então realizarmos uma campanha nacional, agregando outros órgãos da imprensa nacional, a partir do apoio que nos foi dado por vossa senhoria. De qualquer forma seguem em anexo algumas informações das discussões sobre o assunto. Perceba que pelas declarações do nosso Secretário de Meio Ambiente, e outros membros do governo eles continuam com a idéia de implantar essa e outras atividades de potencial poluidor extraordinário na bacia do Paraguai.
Engenheiro Agrônomo Felipe Augusto Dias – E-mail: felipe.dias@brturbo.com
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