
Três dias de debates com especialistas de várias áreas serão o foco do Fórum Internacional da Água que se realiza, de 8 a 10 de outubro, em Porto Alegre (RS), no Centro de Eventos da Fiergs. O projeto “Cultivando Água Boa”, desenvolvido com a finalidade de combater o assoreamento que ameaça a qualidade da água do lago de Itaipu, será apresentado para discussão.
O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Miguel Samek, estará em Porto Alegre para debater o conceito que originou o “Cultivando Água Boa”. “Entendemos que para se manter a quantidade e a qualidade das águas é necessário cultivá-las como acontece com a terra. Esse cultivo deve acontecer das nascentes aos reservatórios”, frisa.
A idéia central do projeto é apoiar com conhecimentos, técnicas e recursos, os co-usuários da Bacia Hidrográfica Paraná III para solucionarem os aspectos ambientais que ocorrem em suas atividades e que produzem impactos nas águas.“Através de ações concretas e fazendo uso de programas de educação e conscientização, vamos pôr fim a problemas como o da erosão, que arrasta para os rios enormes quantidades de solo”, destaca Nelton Friedrich, diretor de Coordenação de Itaipu e encarregado de conduzir o projeto. A erosão é o mais grave problema dos mananciais brasileiros – leva para a água, com a terra, fertilizantes, agrotóxicos, dejetos, esgoto, lixo e resíduos industriais químicos. “A natureza leva 400 anos para produzir um centímetro de solo fértil e perdemos centenas de vezes mais que isso todos os dias com as erosões”.
Friedrich relata que 70% dos cursos de água desde o Rio Grande do Sul à Bahia, estão com alto comprometimento de qualidade devido à poluição, sendo o assoreamento o fator mais grave. “Temos solo rico de um lado, água abundante de outro, e ambos comprometidos pelo mal uso. Dessa forma, haverá um dia em que se morrerá de sede afogado em água”, destaca o coordenador que se diz especialmente preocupado pelo excesso de coliformes e agrotóxicos nas águas. “Temo pela contaminação do Aqüífero Guarani”, destaca, referindo-se ao maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo que está localizado na região centro-leste da América do Sul.
Como forma de conscientização a empresa sugere estratégias como a adoção de microbacias por suas comunidades, como já ocorre, dentro do projeto-piloto, com uma cooperativa que recentemente adotou os rios Sabiá e Xaxim, afluentes do rio São Francisco Verdadeiro. Ao adotar um rio, o adotante responsabiliza-se, com o apoio técnico da empresa, pela identificação dos problemas daquela microbacia, comprometendo-se em resolvê-los de forma sustentável e em conjunto. Só no projeto-piloto a empresa está destinando recursos na ordem de US$ 10 milhões.
Veja aqui a programação do Fórum Internacional da Água.
Livros
Já estão à venda no site da ABES – www.abes-dn.org.br os novos lançamentos do Prosab:
Tratamento de Água para Abastecimento por Filtração Direta – coordenador Luiz Di Bernardo;
Desinfecção de Esgotos Sanitários – coordenador Ricardo Franci Gonçalves;
Utilização de Esgotos Tratados em Fertirrigação, Hidroponia e Piscicultura, coordenado por Rafael Kopschitz Xavier Bastos
Resíduos Sólidos Urbanos: Aterro Sustentável para Municípios de Pequeno Porte, coordenado por Armando Borges Castilhos Junior;
Digestão de Resíduos Sólidos Orgânicos e Aproveitamento de Biogás – coordenador Sérvio Túlio Cassini
Comprometimento
Friedrich relata que 70% dos cursos de água desde o Rio Grande do Sul à Bahia, estão com alto comprometimento de qualidade devido à poluição, sendo o assoreamento o fator mais grave. “Temos solo rico de um lado, água abundante de outro, e ambos comprometidos pelo mau uso. Dessa forma, haverá um dia em que se morrerá de sede afogado em água”, destaca o coordenador que se diz especialmente preocupado pelo excesso de coliformes e agrotóxicos nas águas. “Temo pela contaminação do Aqüífero Guarani”, destaca, referindo-se ao maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo que está localizado na região centro-leste da América do Sul.
Como forma de conscientização a empresa sugere estratégias como a adoção de microbacias por suas comunidades, como já ocorre, dentro do projeto-piloto, com uma cooperativa que recentemente adotou os rios Sabiá e Xaxim, afluentes do rio São Francisco Verdadeiro. Ao adotar um rio, o adotante responsabiliza-se, com o apoio técnico da empresa, pela identificação dos problemas daquela microbacia, comprometendo-se em resolvê-los de forma sustentável e em conjunto. Só no projeto-piloto a empresa está destinando recursos na ordem de US$ 10 milhões.

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