Começa recuperação de passivo ambiental da Repsol

A Argentina começará nos próximos dias um programa de saneamento que absorverá quase 2 milhões de litros de combustível infiltrado no lençol freático, a longo de um polioduto em Santa Rosa.

São oito “rachaduras” em um conduto da Repsol-YPF, que há anos infiltram combustíveis como gasolina, óleo diesel e querosene. As perdas estão localizadas entre Las Catitas (Santa Rosa) até a localidade de La Paz, e foram descobertas pela própria empresa em uma revisão.

Segundo um porta-voz da Repsol-YPF, um processo de estudo, iniciado em 2000, descobriu estes “passivos anteriores a 1993” (ano da privatização da YPF) e desencadeou este dispositivo de recuperação ambiental.

Sete dos vazamentos detectados se verificaram no trecho compreendido entre 85 e 90 quilômetros de distância da Refinaria de Luján de Cuyo, e o restante a 189 quilômetros do parque industrial da YPF.

Esta situação foi confirmada pelo diretor de Saneamento Ambiental, Gonzalo Dávila, que especificou que se trata de um plano que inclui troca de solos e extração e tratamento do aqüífero, que se localiza a uns 15 metros de profundidade.

A recuperação se fará através de um convênio rubricado pelo Governo provincial, o Departamento Geral de Irrigação (DGI) e a empresa petroleira. Os procedimentos para reparar o dano serão pagos pela empresa. A canalização subterrânea de combustíveis transporta um caudal de 300 metros cúbicos por hora segundo os dados registrados.

Os técnicos oficiais não puderam definir com exatidão a antiguidade das fugas denunciadas “no início do ano passado” ante as autoridades. Para se ter uma idéia da magnitude do dano ocasionado pelas perdas basta recorrer a alguns dados existentes no expediente oficial, onde se encontra o estudo do caso: “No lençol freático, à altura da “progressiva 87” (a 87 quilômetros da refinaria) se detectou a existência de um “sobrenadante” de 2 centímetros de gasolina e querosene. A 2 quilômetros deste lugar se identificou outro “sobrenadante de um metro de espessura de gasolina e óleo”, e a outros 5 quilômetros se detectaram 75 centímetros de combustíveis sobrenadantes.

Segundo um cálculo técnico isto evidenciaria uns 1.850 metros cúbicos de combustíveis que deverão ser extraídos do aqüífero afetado. Ou seja: quase 2 milhões de litros de combustíveis no lençol freático contaminado.

Para poder regulamentar a remediação do dano ambiental foi feita uma análise de risco”. O estudo determinou que o terreno afetado devia ser regenerado como se fosse considerado solo “industrial”, segundo a normativa de resíduos perigosos.

O aqüífero contaminado, no entanto, deverá ser restaurado perfurando a superfície para extrair a água e o combustível. Essa mistura será tratada para separar a água dos refinados. O último passo desse circuito será a reinjeção da água tratada no freático até obter um “lavado” completo da massa líquida.

O programa está planejado para uma operação que durará uns 3 anos. Os funcionários ambientais assinalaram que as perdas ocorreram por corrosão do poliduto e que a empresa teve que trocar 40 quilômetros de canalizações para terminar com as fugas. Uma fonte de Repsol-YPF – agora sócia da Petrobras – enfatizou que “se trata de passivos antigos”, e que a infiltração de combustível se produziu “em uma zona desértica e de alta salinização”.

Orquídea

Havana, setembro – Tierramérica Cientistas de Pinar del Rio, a 170

quilômetros de Havana, encontraram uma nova espécie de orquídea

(Encyclia cajalbanensis) nos bosques da Serra del Rosario,

zona montanhosa dessa província ocidental de Cuba de grande riqueza

natural.

Trata-se de uma flor de pétalas espatuladas de 14 milímetros,

sem aroma perceptível e de coloração verde amarelada, descoberta pelos especialistas José Lázaro Bocourt e Ernesto Mujica.

A Encyclia cajalbanensis pertence ao gênero Encyclia hook, com espécies distribuídas desde a Flórida, as Antilhas, o México e América Central até o Paraguai e Argentina, mas não suficientemente estudadas nas ilhas, disseram os especialistas.

Petrobras

A Petrobras vai investir, até o fim deste ano, R$ 319 milhões na recuperação ambiental da Baía de Guanabara, atingida pelo vazamento de óleo de uma de suas refinarias, em Duque de Caxias (RJ), ocorrido em janeiro de 2000. A informação é do presidente da empresa, José Eduardo de Barros Dutra, que participou de audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Câmara

Acordo sobre desertificação

A Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Selvagens (CEM) e a Convenção das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação (UNCCD) assinaram um Memorando de Entendimento, durante o 6° Período de Sessões da Conferência das Partes, em Havana, para fomentar a cooperação para enfrentar os problemas relacionados com as espécies migratórias nas zonas afetadas por seca e desertificação.

“A colaboração entre as convenções ambientais é decisiva porque se referem a questões estreitamente inter-relacionadas”, declarou HamaArba Diallo, secretário-executivo da UNCCD. “O memorando se constitui em um desafio nos esforços da CEM direcionados a fomentar as sinergias com outras convenções em matéria de meio ambiente e desenvolvimento”, disse Arnulf Müller-Helmbrecht, secretário-executivo da CEM. “Os esforços dirigidos ao combate à desertificação, à erosão e à seca proporcionarão uma vida melhor às pessoas e devem incluir a conservação e a restauração da fauna silvestre. Os animais e as plantas de zonas desérticas e de estepes,” explicou, “são parte integrante da paisagem, se adaptam ao clima, e quando se conservam e são utilizados de maneira sustentável, podem prover as comunidades locais de um meio para alcançar seus objetivos de desenvolvimento”.

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A CEM classificou um número muito grande de aves migratórias como “espécies em perigo”, que se encontram em zonas áridas, semi-áridas e seco-úmidas. Uma considerável proporção de sua sobrevivência depende, em parte, da execução exitosa de programas orientados a combater a desertificação em todos os níveis. Mesmo assim, centenas de milhões de aves atravessam, duas vezes ao ano, todas as terras secas do mundo. Com a contínua expansão dessas zonas e o avanço da seca, um dia as aves não terão as reservas de energia necessárias para atravessar essas zonas. Muitas dessas aves se extinguirão.

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