O mundo das orquídeas

Você sabia que o nome orquídea tem origem na palavra grega “orkhis” que significa testículo? Pois segundo a homepage do Círculo Paulista de Orquidófilos (COP)

www.cpo.org.br a família Orchidaceae foi assim chamada pelo fato das primeiras espécies descritas possuírem duas túberas gêmeas sugerindo testículos. Provavelmente a primeira referência documentada desse nome tenha sido feita no terceiro século antes de Cristo pelo filósofo e naturalista grego Teofrasto em sua obra sobre as plantas. Esse estudioso foi discípulo de Aristóteles e é considerado o pai da Botânica. Naquela época as pessoas acreditavam que esses tubérculos tinham poderes afrodisíacos e os usavam na alimentação, depois de convenientemente preparados… A página tem essas e muitas boas informações e fotos belíssimas.

Quem mora em Brasília ou estiver de passagem tem uma boa oportunidade para conferir, a promoção da Sociedade Orquidófila de Brasília (SOB), de 29 a 31 deste, com o apoio do Ibama, a tradicional Festa Nacional da Orquídea. Cerca de 12.000 pessoas deverão visitar a exposição, no Teatro Nacional de Brasília, que reunirá espécies de orquídeas nativas e híbridas. Com entrada franca, os participantes terão oportunidade de aprender a cultivar corretamente a planta e concorrerão a sorteios

diários de alguns exemplares.

No estande do Ibama serão encontradas espécies raras, representativas do país, posters e selos, além dos cinco livros sobre orquídeas lançados por Lou Menezes coordena o Centro Nacional de Estudos para Manejo e Conservação de Orquídeas e o

Projeto Orquídeas do Brasil – de grande sucesso editorial, principalmente no exterior. Ela também é autora do cartaz da exposição que ilustra a página com a bela Cattleya nobilior alba – uma das mais raras orquídeas da região Centro-Oeste.

As pesquisas do Projeto Orquídeas do Brasil já permitiram a descoberta de 79 novas espécies, além de um grande número de publicações de artigos em livros e em revistas internacionais. O Distrito Federal é o terceiro maior consumidor de orquídeas e de outras flores nativas, posição que está atraindo comerciantes de outros estados para a capital federal. São aguardados para a festa, colecionadores e produtores da região, dos estados do Rio, São Paulo e Minas e, também, do exterior.

Lou Menezes ressalta que, além do aspecto ornamental, as orquídeas são usadas industrialmente na fabricação de perfumes, de alimentos (como abaunilha) e de alguns medicamentos (para tratamento da tosse, cicatrização de feridas, etc.). A pesquisadora está finalizando a compilação do livro “Orquídeas do Planalto Central Brasileiro” – sua sexta obra. O lançamento está previsto para o final de setembro ou o início de outubro. O livro é um estudo aprofundado da flora do Brasil Central, pouco conhecida e divulgada, o que o cerca de ineditismo e de grande beleza.

Fonte: Ascom-Ibama

Mundo das orquídeas II

A página do COP ensina também que “as orquídeas constituem, com suas mais de 25.000 espécies registradas até o momento, uma das maiores famílias do Reino Vegetal, possibilitando ainda a formação de inumeráveis híbridos, através de cruzamentos eventualmente ocorridos na natureza bem como realizados de forma artificial pela mão humana”.

Elas vegetam nos mais diversos ambientes, desde regiões frias a quentes; de secas a muito úmidas; de elevadas até baixas altitudes, etc. O seu hábito de vida também se realiza de diferentes formas:

1) Diretamente no solo. São as orquídeas terrestres.

2) Sobre pedras ou rochedos, a pleno sol ou abrigadas da luz direta. Neste caso são chamadas de rupícolas.

3) Sobre árvores ou arbustos, usando estes vegetais apenas como hospedeiros, sem os parasitar. As orquídeas com esse hábito recebem o nome de epífitas.

4) Vivendo no húmus das matas, ou seja, no material orgânico em decomposição existente sobre o solo das matas. São as orquídeas humícolas.

5) Um caso extremo de adaptação, ocorrendo no subsolo. São as raras orquídeas subterrâneas que vivem na Austrália.

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