Colômbia pesquisa descontaminação

Desde 1995 a Sociedade de Aquedutos e Alcantarillados do Valle (Acuavalle S.A. ESP), a Universidade do Valle e o Instituto Cinara, da Colômbia, vêm fortalecendo um espaço de pesquisa e desenvolvimento tecnológico na área da gestão integral das águas residuais domésticas. Neste centro de estudos se busca a melhoria, a adaptação e o desenvolvimento de tecnologias de descontaminação que permitam não somente o tratamento das águas residuais mas também a recuperação de nutrientes e o reuso de subprodutos como água, gases e lodos. Desta forma, se unem esforços na solução da problemática ambiental e de saúde, na busca de tecnologias inovadoras, com participação dos usuários e visando à sustentabilidade dos investimentos realizados.

A concepção e desenvolvimento da estação de pesquisa e transferência de tecnologia de Ginebra se fundamenta em três conceitos: a gestão integrada do recurso hídrico, a sustentabilidade e o fortalecimento de capacidades de nível local.

As atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico na Estação de Ginebra se inserem nos princípios básicos da Gestão Integrada do Recurso Hídrico (GIRH). Neste sentido, se enfatiza a redefinição da água residual como um bem econômico que tem um valor agregado por seu conteúdo energético e de nutrientes, podendo ser reutilizados em atividades produtivas.

Isto pressupõe a concepção e desenvolvimento de projetos de descontaminação de águas residuais com uma dimensão importante de intersetorialidade. Quer dizer: a água para consumo humano e a produção de resíduos líquidos são elementos que fazem parte de um sistema natural mas no qual aparecem interações com outros usos da água como o recreativo, a produção de alimentos, a geração de energia elétrica e a água como meio de transporte. Estes usos definem de maneira natural inter-relações diretas ou indiretas com setores produtivos como o turismo, a agricultura, a produção de energia e o transporte.

Especialistas na área de saneamento como Galvis et al. (1996) destacam que um sistema de saneamento é sustentável quando proporciona um nível de serviço eficiente e confiável ao longo do tempo, que pode ser financiado ou co-financiado pelos usuários e mantido com um mínimo de apoio externo. Isto significa que a solução do saneamento é usada de forma eficiente sem afetar negativamente o ambiente.

Outra aspecto importante a ressaltar é que no saneamento a participação e informação da comunidade onde operam os sistemas é componente fundamental para seu funcionamento adequado pois em algumas situações a comunidade e os governos locais podem ter interesses comuns e em outras esses interesses podem ser conflitantes. Isto é particularmente verdadeiro no que se refere a estações de tratamento de esgotos e aterros sanitários.

A outra dimensão fundamental é “o ambiente” que molda o desenvolvimento da comunidade ao mesmo tempo em que define os riscos naturais aos quais ela está exposta.

A terceira dimensão compreende a ciência e a tecnologia que representam as possibilidades para reduzir o risco ambiental que as comunidades enfrentam como conseqüência de uma situação de saneamento inadequada.

A busca da sustentabilidade pressupõe que as soluções de saneamento devem estar incluídas na intersecção das três dimensões discutidas e deve responder a um contexto político, legal e institucional. Assim, é necessário que haja uma estreita colaboração entre os diferentes atores do desenvolvimento como condição para alcançar a sustentabilidade dos projetos e investimentos em saneamento.

A diretriz de trabalho adotada na estação de Ginebra é pesquisar o desempenho de diferentes opções tecnológicas sob as mesmas condições no trópico. Os trabalhos incluem a formação de pesquisadores (msc, Ph.D), intercâmbio entre países e setores públicos e privados e comunidade em geral.

Mais informações sobre estas pesquisas: darien.univalle.edu.co

Edição 170 – 07 a 13/08/2003

Linhas de Pesquisa:

Tratamento de águas residuais por métodos naturais;

Tratamento anaeróbio de águas residuais;

Tratamento de águas residuais por sistemas convencionais;

Reuso de águas residuais e subprodutos;

Tratamento e disposição de lodos e gases;

Transferência de tecnologias e metodologias de trabalho.

Projetos em andamento:

Otimização de sistemas anaeróbios primários;

Hidrodinâmica de lagoas de estabilização;

Funcionamento de reatores UASB;

Qualidade microbiológica e agronômica de águas residuais para irrigação;

Acondicionamento de biossólidos para uso em agricultura;

Estudo de factibilidade de sistemas de lagoas de estabilização na Colômbia;

Remoção de nutrientes e patógenos através de áreas úmidas artificiais.

Lixo hospitalar

A Federação dos Hospitais do Rio Grande do Sul (Fehosul) tem 90 dias para propor um projeto de tratamento e disposição do lixo séptico. Órgãos ambientais, hospitais de Porto Alegre, prefeitura de Gravataí e Ministério Público debateram, na Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), alternativas para solucionar o destino dos resíduos hospitalares de Porto Alegre.

Uma liminar da Justiça determinou que o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) de Porto Alegre continue recolhendo o lixo que já começava a se acumular nos hospitais. Por enquanto o lixo será transportado diariamente para a cidade de Santa Maria, esterilizado e levado de volta a Porto Alegre.

Os 35 hospitais de Porto Alegre geram diariamente 30 toneladas de resíduos, sendo 5 toneladas de material infectante. Até agora, o lixo era depositado no aterro de Santa Tecla, em Gravataí, que não está licenciado para recebimento de resíduos hospitalares.

Leave a Reply

Your email address will not be published.