Muito mais do que uma assinatura formal em um documento e sua divulgação os compromissos assumidos pelos comunicadores que se reuniram em Santiago, para terem efeito, devem ultrapassar a barreira da ignorância e desconhecimento que grassa na América Latina a respeito das realidades da vizinhança. Sabe-se mais do Iraque e do Afganistão do que do Equador ou das Guianas.
A falta de circulação de informações dentro do próprio continente nos faz muito mais reféns de nossas mazelas do que supostos complôs dos países desenvolvidos, ou do FMI. Muito pouco conhecemos de tudo o que nos une e aproxima: nossos laços históricos e culturais, nossa geografia, nosso jeito alegre de ser, para ficar só no que é mais visível.
Nossas ricas experiências caribenhas, andinas ou pampeanas estão aí para mostrar que somos ricos em criatividade, em sabedoria empírica – mas de grande valor quando se trata de usá-la para mobilizar a favor daquilo com o qual todos têm razão em se identificar: as águas cristalinas que embalaram nossa infância, as frondosas árvores onde se penduravam os balanços, as aves coloridas cujo canto anda nos encanta, mesmo em muitas de nossas poluídas e barulhentas cidades.
Muito do que precisamos para sermos grandes nações com povos felizes está bem aqui ao lado. Temos de deixar de ser litorâneas mirando com inveja para o norte desenvolvido. A cordilheira, como carinhosamente a chamam os chilenos, tem que nos unir e não separar. Esse tem que ser o principal compromisso, a ser cumprido dia a dia e não somente em um momento de euforia e confraternização de um final de evento.
Boa leitura
Cecy Oliveira – editora
Matéria mais lida na edição 163
A matéria mais lida e recomendada pelos leitores a seus amigos na edição 163 foi, sem dúvida, a da Editoria de Saneamento que falava sobre a inauguração da estação de tratamento de esgotos e das atividades da Citágua, em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo. Foram mais de 100 e-mails enviados pelos leitores chamando a atenção para o assunto.
Também houve grande circulação do tema relativo à cobrança pelo uso da água e a contravérsia que está gerando a possível reformulação do sistema.
A Vez dos Leitores
Estou fazendo mestrado na UERJ em Direito Civil e estou inclinada a pesquisar o tema do princípio do poluidor-pagador e a responsabilidade civil. Gostaria de saber quais as implementações legais já efetuadas em nosso país do princípio. Já existe lei stricto sensu falando a respeito, ou somente norma de agência reguladora? Existem prazos estabelecidos legalmente para uma otimização das empresas, ou somente se dispõe a respeito da taxa, sem nenhuma efetividade do princípio da precaução? A taxa é única ou existem graus de poluição para a aplicação de diversos patamares? Agradeceria enormemente a colaboração.
Beatriz Conde Miranda –
A Vez dos Leitores
Aguaonline I
Excelente o Aquaonline. Sempre atualizado e informativo. Já o coloquei nos preferidos.
Carlos Anselmo – Cagece – Fortaleza/CE
Aguaonline II
Parabéns pelas excelentes reportagens e abrangência de assuntos! Que maravilha ! Espero que a mesma esteja sendo bem divulgada no meio interessado (amantes da água e do meio ambiente!)
Goreti –
Aguaonline III
Parabéns pelo trabalho, sou cientista Social e pós-graduanda em Gestão Ambiental. o Águaonline proporciona interessantes informações. Me coloco à disposição para contribuir na informação do conhecimento.
Andréa Karla – dekape@bol.com.br
Aguaonline IV
Finalmente volto a receber o Aguaonline. E parabéns pela nível e qualidade das informações. Grande contribuição o modelo repassado do contrato de Concessão do Ceará.
Emiliano Santiago – emiliano@sedur.ba.gov.br
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