Ambiente – vale muito ou pouco?

Nesta semana em que se deveria estar comemorando o Dia Mundial do Meio Ambiente notícias ou boatos preocupantes rondam a área. Conforme registramos no Ponto de Vista, a Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH) está enviando um manifesto ao Governo Federal registrando sua apreensão pelas versões que estão circulando de uma possível extinção da Agência Nacional de Águas (ANA), como parte de uma reestruturação administrativa para imprimir uma nova orientação na esfera federal.

A se confirmarem essas versões serão várias passos atrás na proposta de implantação de um sistema de gestão dos recursos hídricos, que como destaca o presidente da ABRH, Oscar de Moraes Cordeiro Netto, tem servido de exemplo a outros países.

Outra má notícia seria uma nova orientação a ser dada à Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) no que se refere à área de saúde ambiental. Depois de um avanço extraordinário no conceito de saúde, que abrange não somente a ausência de saúde mas se amplia para a busca do bem-estar físico e mental e direito a um ambiente em perfeita harmonia a entidade estaria, também por força de mudança de seus quadros diretivos, voltando a focar sua orientação na medicina curativa, com o afastamento de engenheiros e sanitaristas e sua substituição por médicos.

Nada contra os médicos, mas é hora de perguntar:

1) Isto não vai significar o abandono das ações de saneamento e minimização dos efeitos de um entorno saudável na manutenção da saúde?

2) Afinal quanto vale o ambiente?

3) Quando a população – da criança ao adulto – e as próprias empresas e indústrias começam a perceber a importância do equilíbrio e preservação ambiental para nossa saúde e felicidade, por que governos e entidades tomam o caminho da contramão da história?

Boa leitura!

Cecy Oliveira – editora

A Vez dos Leitores

Espécies ameaçadas

Como é bom estar recebendo a Aguaonline. Acabei de ter acesso à lista de espécies ameaçadas, e por incrível que pareça este final de semana em pesquisa de campo na cabeceira do rio São Lourenço, pude avistar em sua depressão alguns indivíduos da espécie de tucanos que consta na lista, e um casal de araras azuis grandes. Mas como são belos se tornam presas almejadas por muitos.

Maria Lucia

Extinção da ANA

Recentemente foi veiculado em diversos jornais no Brasil a intenção do governo em reestruturar o setor de regulação. Já não é de hoje que o Partido dos Trabalhadores é contrário ao modelo de regulação adotado no Brasil. As notícias veiculadas dão conta de que entre as diversas medidas a serem adotadas (com base em um documento / relatório do Sr Luis Alberto Santos, da Casa Civil, a quem foi incumbida a missão de analisar as agências reguladoras) para a referida reestruturação está a “EXTINÇÃO” da Agência Nacional de Águas (ANA). O que se vê é que com esta medida arbitrária o governo está rasgando a PNRH (Lei 9.433/97) que foi uma reivindicação antiga da comunidade ligada aos recursos hídricos e que foi conquistada por meio de amplo debate público e democrático, com o aval de grandes especialistas na área.

Fossem apenas suposições a situação não seria tão séria, mas a suspensão do concurso para a ANA as vésperas dos concursandos terem que se apresentar em Brasília, afora os transtornos causados aos 110 cidadãos que se dedicaram para poder ajudar o país a implementar essas políticas, isso vem demonstrar a real posição do governo frente a esta questão, irrelevantes à realidade dos problemas que o país tem enfrentado para a gestão deste recurso tão precioso, basta lembrarmos os episódios há pouco ocorridos no Rio Paraíba do Sul e Pomba. Será necessária uma grande mobilização para reverter tal situação. Agradeço a atenção e espero seja dada a importância necessária ao assunto.

Cláudio Bielenki Júnior

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