Marilena Lino de Almeida Lavorato
A partir da escassez dos recursos naturais, somado ao crescimento desordenado da população mundial e intensidade dos impactos ambientais, surge o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e natural, e faz do meio ambiente um tema literalmente estratégico e urgente. O homem começa a entender a impossibilidade de transformar as regras da natureza e a importância da reformulação de suas práticas ambientais. Durante o período da chamada Revolução industrial não havia preocupação com a questão ambiental. Os recursos naturais eram abundantes, e a poluição não era foco da atenção da sociedade industrial e intelectual da época.
A partir da escassez dos recursos naturais, somado ao crescimento desordenado da população mundial e intensidade dos impactos ambientais, surge o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e natural, e faz do meio ambiente um tema literalmente estratégico e urgente. O homem começa a entender a impossibilidade de transformar as regras da natureza e a importância da reformulação de suas práticas ambientais.
Os limites:
Estamos consumindo 20% a mais de recursos naturais do que o planeta é capaz de repor, e assim, avançando sobre os estoques naturais da Terra, segundo o Relatório Planeta Vivo 2002, elaborado pelo WWF e lançado ano passado em Genebra.
Nos países industrializados cresce cada vez mais o consumo de recursos naturais provindos dos países em desenvolvimento – a ponto de aqueles países já responderem por mais de 80% do consumo total no mundo, ou seja, 30% dos recursos naturais consumidos na Alemanha vêm de outros países; no Japão, 50%; nos países Baixos, 70%,segundo Wolfgang Sachs – Wuppertal Institute Sachs.
Somado ao escasseamento dos recursos naturais, temos também a sua degradação pelos acidentes ecológicos que aceleram a urgência da questão ambiental. Os acidentes ecológicos tiveram inicio na 2ª metade do século passado após intensa atividade industrial segundo o Programa do Meio Ambiente da ONU.
A evolução da percepção ambiental na empresa
Dentro desta nova configuração, a empresa passa a viver o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e natural, que visto sob esta ótica, são excludentes, e faz do meio ambiente um tema literalmente estratégico dentro das organizações.
O maior desafio da empresa que é manter e aumentar a competitividade e ao mesmo tempo atender as pressões dos stakeholders (públicos de interesse), ficou bem mais complexo com a inclusão da variável ambiental. Neste novo cenário, surgiram outras formas de pressões e outras categorias de stakeholders.
Uma nova postura se fez necessário, e uma relação mais estreita foi estabelecida, começando aí o entendimento da importância do meio ambiente nas questões empresariais. E como resultado, o surgimento de novas áreas e práticas dentro das empresas: os SGAs – Sistemas de Gestão Ambiental e o Benchmarking Ambiental.
As boas práticas ambientais:
A Gestão Ambiental, é definida como um conjunto de princípios, estratégias e diretrizes de ações e procedimentos para preservar a integridade dos meios físico e biótico, bem como a dos grupos sociais que deles dependem. A Gestão Ambiental visa ordenar as atividades humanas para que estas originem o menor impacto possível sobre o meio.
Esta ordem vai desde a escolha das melhores técnicas até o cumprimento da legislação e a alocação correta de recursos humanos e financeiros.
Já o Benchmarking ambiental é praticado como uma forma de aprendizado por meio de comparações competitivas com ênfase nos processos e resultados das empresas e organizações que são reconhecidas como representantes das melhores práticas ambientais.
Como os Sistemas de Gestão Ambiental, adotam as chamadas boas práticas ambientais, o Benchmarking Ambiental tem por objetivo o aprendizado e aprimoramento destas boas práticas ambientais.
Divulgado por:
Rede Internacional de Comunicação CTA-JMA- ONG Consultant, Trader and Adviser – fundada pelo Projeto CTA – Sindicato dos Economistas, no Estado de São Paulo
Vantagens do benchmarking ambiental:
A conjugação de melhor desempenho ambiental com uma maior competitividade no mercado só é possível com mudanças e aprimoramento tecnológico -gerencial. O Benchmarking Ambiental é uma ferramenta de gestão que atualiza e ao mesmo tempo aprimora o processo técnico-gerencial por ser uma ação de melhoria contínua, e que proporciona:
o auto-conhecimento empresarial numa comparação real com o mercado,
a construção de um conhecimento empresarial coletivo no momento da geração e compartilhamento de informações,
a criação e aperfeiçoamento de novas práticas de excelência por meio da inovação e criatividade,
rapidez e resultados comprovados por uma metodologia de aprendizado que queima etapas e atinge metas
e por fim, um saudável exercício empresarial que troca, soma, reconhece, gera vínculos e integra setores, e principalmente, cria o hábito das relações éticas, transparentes e solidárias entre empresas.
Realizamos em janeiro deste ano, uma pesquisa sobre gestão sócio-ambiental na empresa para confirmar o grau de amadurecimento e nível interesse pelo tema Benchmarking Ambiental Em virtude do resultado, organizamos o 1º Benchmarking Ambiental Brasileiro com o objetivo de reunir, selecionar e premiar as melhores práticas ambientais, mostrando como o setor empresarial está atuando e que medidas está tomando para contribuir com a qualidade e a segurança ambiental.
Em nosso entendimento, a realização deste evento vai permitir o compartilhamento das boas práticas ambientais, e isto, contribuirá de forma significativa com o avanço técnico-gerencial da gestão ambiental corporativa, e principalmente, acelerará o processo de amadurecimento da sociedade neste quesito, reconhecendo e premiando as iniciativas sérias e ambientalmente corretas em nosso país.
Referências bibliográficas
Cascino, Fábio. Jacobi,Pedro. Oliveira, José Flávio de. Educação, Meio Ambiente e Cidadania: Reflexões e Experiências. São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, 1998.p.11 – 32
Dias, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: Princípios e Práticas. Brasília, Editora Gaia, 1992.
1º Guia de Tecnologias Ambientais Brasil-Alemanha. São Paulo. Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo, 1998. p.114-116.
Para conhecer mais sobre a proposta e o regulamento de participação, acesse: www.maisprojetos.com.br/bench
Autora
Marilena Lino de Almeida Lavorato: Publicitária (PUCC), pós-graduada em Marketing, Sociologia e Política, Gestão Estratégica de Negócios
e Gestão Ambiental. E-mail: marilena@maisprojetos.com.br
Leave a Reply