Brasil tem nova lista da fauna ameaçada

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ibama divulgaram no último dia 22, Dia Internacional da Diversidade Biológica, a nova Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. A “lista vermelha”, com cerca de 400 animais, foi elaborada em parceria com Fundação Biodiversitas, Sociedade Brasileira de Zoologia, organizações não-governamentais Conservation Internacional e Terra Brasilis e instituições de ensino superior.

Desta vez a lista busca o fomento à preservação dos habitats e das espécies que neles vivem. Seus objetivos serão: orientar programas de recuperação dos animais ameaçados; trazer propostas para a implementação de unidades de conservação; mitigar impactos ambientais; estimular programas de pesquisa; e ainda servir como referência na aplicação da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998; Decreto 3.179/1999).

Animais como o veado-campeiro, jacaré-do-papo-amarelo, jacaré-açú, gato-do-mato, doninha-amazônica, gavião-real e surucucu estão se recuperando e deixam a lista. Já espécies como guariba-de-mão-ruiva, macaco-prego, veado-bororó-do-sul, cobra-dormideira-queimada-grande, jararaca, além de algumas borboletas, besouros e aranhas, por exemplo, passam a integrar a relação de animais ameaçados.

Para elaboração da lista, o setor acadêmico usou como base os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza que classifica os animais como: Extinto, Extinto na natureza, Em Perigo Crítico, Vulnerável, Dependente de Conservação e Baixo Risco.

1- O que é uma espécie ameaçada?

São consideradas ameaçadas espécies que enfrentam uma alta probabilidade de extinção ou ainda que se aproximarão dessa situação caso persistam as pressões diretas sobre elas ou seus habitats.

2- Qual a razão de haver uma lista oficial de espécies ameaçadas?

Uma lista de espécies ameaçadas é um importante instrumento de política ambiental. A lista indica quais espécies necessitam de proteção especial e ainda possibilita uma visão dos maiores problemas em relação à preservação da diversidade biológica. Com base nas informações da lista, é possível estabelecer prioridades para as ações de recuperação e de conservação das espécies. A partir dos dados da lista, pode-se definir a aplicação de recursos técnicos, científicos, humanos e financeiros. A lista também é um sinalizador, um parâmetro da pressão que as espécies estão sofrendo. Esse parâmetro pode ser usado na formulação de programas e acordos nacionais e estrangeiros que têm como objetivo recuperar espécies ameaçadas ou evitar que sua situação se agrave. As informações da lista também fornecem subsídios para criação de Unidades de Conservação, direcionam programas de pesquisa e de formação de profissionais e para o trabalho de educação e fiscalização ambiental. Internacionalmente, as listas servem ainda como mecanismo usado no combate ao comércio ilegal de animais.

3 E o que faz uma espécie entrar para a lista?

A inserção de uma espécie na lista depende do tamanho de sua população, da diversidade genética dessa população (não adianta haver grande número de indivíduos se eles são todos parentes, o que inviabilizaria a perpetuação da espécie). Leva-se em conta também qual é a situação do habitat da espécie.

Se há muito desmatamento na Mata Atlântica ou no Cerrado, as espécies que vivem nesses biomas estão mais sujeitas à ameaça. A degradação ambiental também conta: assoreamento de rios, poluição, fogo… tudo isso aumenta o nível da ameaça. Há ainda a pressão que certas espécies sofrem em função da caça para a subsistência (avoantes no Nordeste, peixe-boi na Amazônia).

Outro fator que agrava em muito a situação é a captura destinada ao tráfico de animais silvestres.

Veja aqui algumas das espécies ameaçadas no Brasil. A relação completa está disponível na página do Ministério do Meio Ambiente www.meioambiente.gov.br

Fonte: MMA

Araraquara tem Centro Ambiental

A Coordenadoria do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Araraquara, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, construiu um Centro de Educação Ambiental, localizado no Parque Ecológico do Pinheirinho, em Araraquara. Este Centro será responsável pela coordenação de atividades teóricas relacionadas com aspectos ambientais, e de atividades práticas a serem realizadas no Parque Ecológico do Pinheirinho. As atividades serão destinadas a crianças do ensino fundamental e a jovens do ensino médio, e também a adultos interessados em novos conhecimentos sobre o tema.

O Centro será equipado com computadores conectados à Internet, além de televisão e de vídeo cassete e pretende-se, ao longo do tempo, formar um acervo de fitas, livros, prospectos e materiais variados, contendo informações sobre o meio ambiente.

As empresas que possuam algum material de divulgação ou institucional sobre as suas ações ambientais, podem enviar exemplares para compor o acervo. O endereço da Coordenadoria do Meio Ambiente de Araraquara é: Prefeitura Municipal de Araraquara Coordenadoria do Meio Ambiente – Rua São Bento 840, 8º andar CEP – 14 801- 901 Araraquara (SP) – Telefone: 016 3339 5000.

Dia Mundial do Meio Ambiente

Lançado em 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado todos os anos em 5 de junho. O tema para este ano, em apoio ao Ano Internacional

da Água Doce 2003, é “Água – 2 bilhões de pessoas morrem por causa dela”

Esta premissa é um chamado a todos para respeitarmos este limitado e precioso

recurso. A principal celebração internacional terá lugar em Beirute, no Líbano.

Vejam alguns dados e cifras sobre o tema:

Aproximadamente 1, 1 bilhão de pessoas no mundo – isto é, quase uma e cada

seis pessoas – não têm acesso à água de boa qualidade:

65% na Ásia;

27% na África;

6% na América Latina e Caribe;

2% na Europa.

Aproximadamente 2,4 bilhões de pessoas no mundo não dispõem de instalações sanitárias adequadas.

80% na Ásia;

13% na África;

5% na América Latina e Caribe;

2% na Europa.

As doenças transmitidas pela água matam uma criança a cada 8 segundos.

Para o ano 2050, se estima que ao menos uma pessoa de cada quatro viverá em zonas onde a água será escassa.

Segundo a última Perspectiva Global do Meio Ambiente, GEO-3, publicada pelo

PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), nos Estados Árabes:

Se não forem tomadas preventivas, mais de 90% da população estará

vivendo até 2030 em zonas onde a água sofre um stress intenso;

Devido em parte à extração de água subterrânea, a salinidade em alguns aqüíferos costeiros do Líbano se elevou de 340 para 22.000 miligramas de sal por litro;

Mais de 80% da água extraída se usa para a agricultura;

Em 5 dos 7 países da península Arábica, o índice de stress hídrico excede a 100%.

Para mais informações sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente 2003, consulte o site oficial: www.rolac.unep.mx

Preservação do Aqüífero Guaran

O projeto que envolve todos os países que compartilham o Aqüífero Guarani buscando a preservação desse manancial recebeu um novo impulso na reunião que aconteceu em Montevidéu, na sede do Mercosul. Avaliado em US$ 27 milhões o projeto tem recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente, além de contrapartidas nacionais e outros financiamentos internacionais.

Com prazo de quatro anos o projeto vai abranger sete áreas:

1) Conhecimento e usos (expansão do conhecimento científico).

2) Gestão (instrumentação conjunta do marco de gestão).

3) Participação(fomento à participação da sociedade).

4) Educação e comunicação (campanhas educativas sobre a necessidade de proteção ambiental).

5) Projetos-piloto (medidas para gestião de águas subterrâneas e mitigação de danos).

6) Energia geotérmica (avaluação do potencial geotermal do aqüífero).

7) Coordinação (trabalhos administrativos e gerenciamento do projeto).

Considerado um dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo o Aqüífero Guarani tem 1.190.000 quilômetros quadrados sendo 850 mil em território brasileiro; 225 mi,l na Argentina, 70 mil no Paraguai e 45 mil no Uruguai.

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