UE luta por nova lei contra químicos escondidos

Bruxelas (Bélgica), 30 de abril de 2003 – A poeira coletada em casas ao redor da Europa contém quantidades significativas de substâncias químicas perigosas, algumas ligadas, inclusive, ao câncer. O relatório Consumindo Substâncias Químicas (“Consuming Chemicals”), do Greenpeace, revela que algumas casas são contaminadas por substâncias químicas que ficam escondidas em utensílios domésticos utilizados diariamente pelos consumidores, como tecidos, televisões, cosméticos e brinquedos.

Em uma conferência de imprensa realizada em Bruxelas, na Bélgica, a Associação Européia de Saúde Pública (EPHA), e a Organização de Consumidores Europeus (BEUC) uniram-se ao Greenpeace para pedir novas leis a fim de proteger os cidadãos dos perigos dessas substâncias químicas escondidas.

Com uma revisão da política européia para substâncias químicas prestes a acontecer, as organizações pediram que a Comissão Européia não deixe escapar a oportunidade de propor medidas severas para substituir essas substâncias perigosas por alternativas mais seguras.

“Esse relatório revela que a contaminação química generalizada está dentro de nossas próprias casas, escritórios e em nossas rotinas diárias. As pessoas suspeitam da poluição dos carros e fábricas, mas não imaginavam que seus objetos domésticos e costumeiros sejam tóxicos”, disse John Butcher, coordenador da campanha contra substâncias tóxicas no Brasil.

As amostras de poeira foram coletadas pelo Greenpeace em casas no Reino Unido, França, Espanha, Dinamarca, Suécia e Finlândia, e foram analisadas por laboratórios independentes. As análises revelaram quantidades significativas de

– hormônios disruptores alcalinofenóis, usados em cosméticos e outros produtos de higiene pessoal; – ésterftalatos, que são prejudiciais ao sistema reprodutivo e são usados principalmente para tornar o PVC maleável, encontrado em brinquedos, interiores de carros e cabos.

Também é usado em perfumes e cosméticos, tintas, adesivos e vedadores; – substâncias químicas bromadas, que interferem nos hormônios, usados como substâncias que retardam a propagação do fogo; – parafinas cloradas, que podem causar câncer, usadas em tintas, plásticos e borrachas; compostos orgânicos a base de cobre, usados como estabilizadores em plásticos (especialmente em PVC) e como tratamento contra mofo e poeira (ácaros) em alguns carpetes e pisos de PVC. Essas substâncias são tóxicas para o sistema imunológico.

A atual revisão da política européia para substâncias químicas foi iniciada pela Comissão em fevereiro de 2001, em resposta à crescente preocupação sobre a eficácia da legislação existente. “A atual política européia para substâncias químicas permite a presença de substâncias tóxicas em alguns produtos e não em outros, mas precisamos criar uma política mais consistente”, acrescentou Stefan Craenen, assistente político da BEUC.

O relatório “Consuming chemicals: Hazardous chemicals in

house dust as an indicator of chemical exposure in the home” está disponível para download em: greenpeace

A poeira foi coletada de 100 residências voluntárias no Reino

Unido e comparada com um pequeno número de amostras de outros países (03 na Finlândia, 03 na Dinamarca, 02 na Suécia, 01 na França e 01 na Espanha).

As amostras foram analisadas em laboratórios no Reino Unido, na Holanda e na Alemanha para cada um dos cinco grupos de substâncias químicas tóxicas listadas acima. Em média, cada 01g de poeira continha 0,5mg (01 parte em 2000) dos cinco grupos de substâncias tóxicas especificamente quantificados.

Galápagos

O Governo do Equador e o WWF (Fundo Mundial para a Natureza) firmaram um convênio para proporcionar energia renovável e não poluente para as Ilhas Galápagos, desenvolver o turismo e a pesca ecológicos e assim assegurar a manutenção desse ecossistema extremamente frágil. O convênio tem a participação também da Fundação Natura do Equador, Toyota Motors e a Universidade do Colorado (EUA)

Em defesa de Abrolhos

Pesquisadores de várias partes do país estão alarmados com as possíveis conseqüências do leilão de blocos de exploração de petróleo na região de Abrolhos anunciado pela Agência Nacional de Petróleo. Desses blocos, cerca de 80% encontram-se na área de maior densidade da baleia jubarte.

Eles temem que se todos os blocos forem vendidos no próximo leilão a curto prazo haverá prospecção sísmica em todo o banco, com seus impactos sobre a fauna da região, especialmente os cetáceos. A médio prazo, poderão ser dezenas de plataformas de petróleo instaladas com todos os impactos que esta atividade traria para a região (aumento do tráfego de embarcações, poluição sonora produzida pela perfuração e extração, riscos de vazamento, etc).

O desenvolvimento da atividade petrolífera na região poderá acarretar impactos negativos tanto para o turismo como para as comunidades que dependem da pesca.

A presença do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o primeiro parque marinho a ser criado no Brasil, visando proteger os recifes de coral, reforça a importância da região e assegura preservação de parte deste ecossistema. Apesar dos blocos a serem leiloados se situarem fora da área do Parque e seu entorno, elas o circundam tornando toda essa biodiversidade vulnerável.

Para tentar impedir que estes blocos sejam leiloados o Instituto Baleia Jubarte está tomando uma série de medidas junto aos órgãos responsáveis (ANP, IBAMA, MMA) procurando demonstrar a importância da região e propor a retirada destes blocos do leilão. Um documento técnico está sendo elaborado em conjunto com outras ONGs para

ser encaminhado aos órgãos citados. Quem desejar participar do movimento em defesa de Abrolhos deve enviar seu apoio ao endereço: miamorete@terra.com.br

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