UE que fundo para levar saneamento aos pobres

A União Européia está buscando a formação de um fundo, com um aporte de 1 bilhão de euros (1,1 bilhão de dólares) para financiar o acesso à água aos países pobres. Um apelo aos governantes dos países que compõem a EU está sendo feito pelo chefe da Comissão Européia, Romano Prodi, lembrando o compromisso assumido no encontro de Johannesburg, quando foi proposta a redução em 50% no número de pessoas sem acesso até 2015.

Em sua estimativa esse valor poderia beneficiar 78 países da África, do Caribe e do Pacífico. Prodi quer que a União Européia assuma a liderança dessa luta anunciando a formação de fundo na próxima reunião do G 8 (oito países mais industrializados do mundo) que terá a presença dos europeus Inglaterra, França, Alemanha e Itália e acontecerá na cidade de Evian, na França. Entre os pontos a serem debatidos estarão justamente as questões da água e uma iniciativa dessas poderá favorecer a adesão dos demais países.

Segundo o Unicef todos os dias morrem no mundo 6.000 crianças por doenças relacionadas com a falta de saneamento.

Imposto para o saneamento

A criação de um imposto para ajudar a recuperar as condições sanitárias da baia de Panamá foi sugerida pelo representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Panamá, John Hasting, segundo reportagem do jornal La Prensa. Ele acha que a população poderá ajudar a levantar os recursos para uma primeira etapa de construção de sistemas de tratamento de esgoto, estimada em cerca de US$ 250 milhões

Fonte:

WSSCC, Water Supply and Sanitation Collaborative Council y el IRC, International Water and Sanitation Centre, de los Paises Bajos.

Lagos diminuem

O nível das águas dos Grandes Lagos da América do Norte, o maior ecossistema de água doce do mundo, poderá diminuir em até 8 metros por volta de 2030 segundo um alerta divulgado pela Union of Concerned Scientists através do estudo intitulado “Confrontando as Mudanças Climáticas na Região dos Grandes Lagos”.

No continente africano o Lago Baringo, do Kenya, já perdeu sete metros nos últimos 15 anos e poderá secar completamente se medidas urgentes não forem tomadas, adverte o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Em ambos os casos uma mistura de alterações climáticas, diminuição de chuvas e aumento da poluição e dos desmatamentos afetam as condições desses mananciais.

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