Governo nacional e Aguas Argentinas renegociam contrato

A empresa Aguas Argentinas e a República Argentina estão em processo de negociação do contrato de prestação de serviços de água e esgoto da capital do país. A proposta empresa privada implica investimentos de US$ 155 milhões em 2003 e um ajuste tarifário de 15% nas tarifas de água e esgoto.

A iniciativa está sendo debatida através de consulta pública com a população de Buenos Aires, por escrito e através da pagina internet do Ente Tripartito de Obras y Servicios Sanitarios (ETOSS).

Alguns parlamentares, como o deputado Hector Polino, representante dos Consumidores Libres, não aceitam o reajuste e acham que o contrato deveria ser rescindido. Também o Defensor del Pueblo, Eduardo Mondino, considera que a primeira discussão tem que ser a respeito da capacidade da empresa de continuar prestando o serviço.

Jornal denuncia vulnerabilidade da água britânica

O jornal inglês Sunday Mirror está divulgando uma denúncia segundo a qual o sistema de abastecimento de água da Inglaterra está vulnerável à ação de terroristas. A investigação foi feita por um funcionário do jornal que teve acesso às tubulações e poderia ter facilmente colocado veneno nos suprimentos do London Ring Main, que abastece milhões de casas e escritórios.

O poço de visita ao qual o jornal teve acesso fica próximo do Ministério da Defesa e do Parlamento e não tem sistema de segurança. Conforme a matéria esse acesso também seria possível a qualquer terrorista para colocar um produto químico ou jogar uma bomba, o que afetaria tremendamente a vida da capital inglesa. O temor dos jornalistas é maior por causa da oposição manifestada em várias oportunidades por causa da participação do governo inglês na Guerra do Golfo.

David Harper, um engenheiro sanitarista, disse que produtos químicos ou bactérias podem contaminar a água de Londres em poucas horas e que se os repórteres tiveram acesso fácil aos sistemas os terroristas também poderiam fazê-lo. Agentes mortais como o cianeto, o vibrião da cólera ou qualquer produto tóxico podem causar milhares de mortes.

Água e política

Promessas demagógicas de fornecimento de água gratuita foram criticadas pelo ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais do México, Víctor Litchinger, ao comentar, numa reunião da Federação de Engenharia Sanitária e Ciências do Meio Ambiente do país, as promessas que vêm sendo feitas por aspirantes a cargos eletivos.

“A água tem que ser paga por que tem um custo e a promessa de suprimento grátis só prejudica o próprio serviço e as municipalidades”, afirmou. O ministro considerou positivo o fato de que 70% da população urbana dos municípios com mais de 100.000 habitantes, esteja pagando em dia pelo serviço de água potável mas lamentou que, ao contrário, a inadimplência, com relação ao serviço de esgoto, esteja em redor de 80%.

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