A cada chuva mais forte em Porto Alegre, em São Paulo, no Rio Janeiro ou Minas Gerais, à vista dos problemas de inundações, invoca-se o fato de que a chuva foi muito forte, que choveu demais.
Em resumo a culpada é essa danada da chuva que às vezes resolve brincar de esconde-esconde e provoca estiagens, secas, apagões. Ou então derrama-se em torrentes e provoca tragédias.
Ela tem costas largas, mesmo, essa tal de chuva.
Convenhamos. Nossos últimos verões têm sido muito quentes e acompanhados de tormentas tropicais que são exatamente chuvas mais intensas num curto espaço de tempo.
O que falta mesmo é as cidades se estruturarem melhor para conviver com um fenômeno que de tanto se repetir acabou se tornando normal. Elas não raro se formaram em locais totalmente impróprios – como cabeceira de grandes rios e em zonas de inundação normal de suas bacias – como aplicaram todas as receitas erradas de urbanização.
Veja-se, Porto Alegre, que aprisionou sob seu solo dezenas de riachos e não contente criou uma carapaça de asfalto que tornou as ruas e avenidas, e becos e vielas, totalmente impermeáveis formando-se rios caudalosos a cada chuvinha. Para piorar, o lixo mal disposto funciona como um auxiliar no represamento.
Mas como se tudo isto não bastasse metade do esgoto é de rede mista e com a inundação transborda e espalha contaminação de norte a sul o que agrava o risco a que está submetido o porto-alegrense.
Este exemplo se repete, também, de norte a sul do país demonstrando ser mais do necessário e urgente voltar os olhos e as atenções para a área de saneamento. Já se sabe que a demanda é grande. Falta agora ver o tamanho da vontade de governantes e população encararem este assunto seriamente.
Boa leitura!
Cecy Oliveira – editora
A Vez dos Leitores
Os custos da guerra
Muito interessante a matéria sobre os custos ambientais das guerras. Contudo, o autor poderia ter abordado um impacto ambiental positivo das guerras, que seria a diminuição da população humana. Afinal, esta diminuição não deixa de ser uma forma de resolver o problema tangenciado em “Atualmente, a crescente pressão sobre os recursos naturais como a água, a flora e fauna, o solo, as florestas e especialmente o petróleo, base da matriz energética da civilização contemporânea, potencializa também o risco de conflitos e de propagação da violência entre as sociedades e grupos sociais.”
E agora? Está aberta a discussão… Monika Nauamann
RPPN
Gostaria de saber se a Reserva de Tauá, que fica entre Cabo Frio e Búzios, já está registrada. Há muitos anos sua proprietária luta para ver sua reserva se tornar uma RPA. É uma área imensa com diversidade de plantas, aves (arara azul, inclusive)que está sendo mantida por sua proprietária.
Angela
Livros
Nota da redação:
O livro sobre Reúso pode ser adquirido através do site da ABES: www.abes-dn.org.br acessar Fundo Editorial.
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