Um problema vem afligindo toda a comunidade científica e órgãos governamentais mundiais: a invasão de organismos que são transportados involuntariamente de um ecossistema para outro pelas águas de lastro dos navios. Essa água serve para preencher os espaços de carga das embarcações, de forma a equilibrar seu peso e evitar que afundem.
A migração dos organismos para uma determinada região pode causar danos aos animais, plantas nativas e até para a população local, muitas vezes com grandes prejuízos econômicos e ambientais.
Para se ter uma idéia da seriedade do problema, alguns estudiosos do assunto acreditam que a epidemia de cólera, causada pela bactéria Vibrio Cholerae e iniciada na Indonésia, tenha se espalhado pela América do Sul por tráfego marítimo. Em 1991 e 1992 esta bactéria foi encontrada nas águas de lastro de embarcações nos Estados Unidos.
Vários países vêm adotando medidas preventivas contra a proliferação desses organismos, utilizando diversos métodos de controle. Na Argentina, por exemplo, as autoridades portuárias exigem a cloração dessas águas a todas as embarcações que chegam aos seus portos.
Uma alternativa segura é clorar as águas do tanque de lastro na proporção de 14 gramas de hipoclorito de sódio (a 12%) para cada tonelada de água, vinte e quatro horas antes do deslastro. Esta é uma maneira de prevenir epidemias e desastres ambientais, além de ser o método desinfetante mais barato e eficaz”.
No entanto, não existem medidas universais para a prevenção e o controle da invasão de espécies pelas águas de lastro.
Mexilhões
No Brasil, o caso mais recente foi a invasão do mexilhão-dourado (Limnoperna Fortunei). Em 20 de abril de 2001, ele foi encontrado na usina de Itaipu (PR). Por se incrustrar em tubulações, este molusco entope as tomadas de água das estações de tratamento e dificulta o funcionamento de hidrelétricas, causando um enorme prejuízo.
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