Saneamento debate certificação de produtos e equipamentos

Ellen e Jost: importância da certificação

Um seminário, realizado no dia 7 de novembro em São Paulo, reuniu representantes das entidades públicas de fiscalização da água – Anvisa, Funasa, de regulação, Inmetro e ABNT, de fabricantes de equipamentos e produtos, entre as quais a Asfamas, Abiclor e Abiquim, de companhias de saneamento e da ABES, para debater a Regulação de Produtos Químicos e Materiais para Tratamento de Água.

Conforme explica e engenheira química Ellen Martha Pritsch, secretária executiva do Comitê da Qualidade da ABES, os participantes do evento concordaram sobre a importância de buscar uma alternativa que possibilite a fiscalização da qualidade desses produtos e materiais.

“Nos Estados Unidos entidades certificadoras, como a NSF – que atende a cerca de 85% do mercado norte-americano – atestam a qualidade de todos os produtos que têm contato com a água desde a captação até a chegada nas residências, o que inclui desde as canalizações, passando por bombas, produtos químicos, e até torneiras e hidrômetros”, explica Ellen Pritsch. E isso abrange também a análise das matérias-primas – e até mesmo tintas e vernizes utilizados na pintura dos canos – e auditoria dos fornecedores destes materiais visando a garantir que nenhum tipo de elemento químico ou tóxico possa afetar a qualidade da água do ponto de vista da saúde.

Uma das alternativas que emergiu do encontro de São Paulo foi a possível criação de uma entidade nacional para certificação destes produtos tendo como parceiros a NSF e as entidades normatizadoras, como o Inmetro e a ABNT, para a tradução e adaptação de normas como a NSF 60 e 61, que tratam especificamente dos produtos químicos e componentes usados no tratamento e nos sistemas de abastecimento de água, conforme explicou o vice-presidente dos Sistemas de Água da NSF, Mark Jost. Essas normas são utilizadas em países como Canadá, Austrália, Israel e Taiwan, além dos Estados Unidos, com as devidas adaptações às legislações e características nacionais.

Água do mar

O primeiro projeto unindo tecnologias avançadas e pesquisadores para aproveitamento da água do mar poderá ser implantado na Paraíba. O projeto também inclui treinamento de pessoal especializado em dessalinização e tem o objetivo de buscar novas fontes de abastecimento de água para abastecer a população paraibana.

A execução do projeto, que está em fase de detalhamento orçamentário, não deve representar investimentos superiores a R$ 500 mil e formará, pelo menos, trinta especialistas (operadores do sistema) a cada ano. Quatro cidades do estado podem se tornar sedes do projeto: Campina Grande, João Pessoa, Lucena e Conde.

Fonte: Agência Brasil

Auditoria ambiental

Entre os dias 12 e 18 de novembro, serão apresentados os resultados da III Auditoria Ambiental do Sistema Produtor Taquacetuba-Guarapiranga. O encontro será realizado no auditório da Sabesp, em Pinheiros, e reunirá

representantes dos governos estaduais e municipais, de ONGs e de comitês de bacias hidrográficas.

Essa é a terceira etapa de um trabalho iniciado em 2000, quando foi criado um grupo de consultores nacionais e internacionais para realização de auditorias ambientais no projeto de transferência de águas da Represa Billings (Braço Taquacetuba) para a Represa Guarapiranga.

A obra de transposição de águas do Taquacetuba para a Guarapiranga representou investimentos da ordem de R$ 67 milhões. O empreendimento compreende uma estação de bombeamento, a instalação de 14 km de adutora em aço, e um canal de dissipação para lançamento da água na Represa Guarapiranga.

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