
Com o apoio financeiro da Petrobras, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semads) inaugurou nesta segunda-feira, na Praia do Flamengo, a Estação de Despoluição do Rio Carioca, propiciando a recuperação ambiental da área e um benefício direto para as cerca de 50 mil pessoas que a freqüentam.
Em tempo seco, a Estação tem condições de tratar, pelo sistema de flotação o mesmo utilizado no Piscinão de Ramos, a quase totalidade da água do rio Carioca, ou seja, cerca de 300 litros por segundo, o que permite prever que, dentro de um mês, a Praia do Flamengo terá recuperada sua balneabilidade.
A obra, que se insere dentro da política de responsabilidade social da Petrobras, teve início em dezembro passado e envolveu recursos de R$ 3,7 milhões. Além disso, por outro convênio, a Petrobras está destinando R$ 500 mil para sua manutenção, pelo prazo de um ano
Ampliação na cobertura de esgoto
A Sabesp entregou dia 26 de setembro, a estação de tratamento de esgotos (ETE.1) de Indaiá, no município de Caraguatatuba, litoral Norte de São Paulo que faz parte da ampliação do sistema de esgotos sanitários do Município, que inclui, ainda, a execução de 50 mil metros de redes coletoras; 685 metros de coletores-tronco; 1.600 metros de interceptor oceânico; 1.900 metros de linhas de recalque; duas estações elevatórias; cinco mil novas ligações domiciliares e 720 metros de emissário final.
Obra em Registro
Com investimentos de R$ 2,3 milhões, a Sabesp deu início, no último dia 23, às obras de implantação do sistema de esgotos sanitários no bairro Arapongal, no município de Registro. O sistema, que deverá estar concluído num prazo de um ano e cinco meses,será composto por 12,3 km de redes coletoras; 2,4 km de linhas de recalque;
quatro estações elevatórias; uma estação de tratamento de esgotos (tipo lagoa australiana); 1,6 km de emissário final; além de cerca de 720 ligações domiciliares.
Nasce rede de resíduos sólidos
O VI Seminário Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos Especiais, realizado de 22 a 25 de setembro em Gramado (RS), teve 105 trabalhos inscritos de autores nacionais. Os trabalhos têm como temas Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, Gestão de Resíduos Sólidos Industriais, de Serviços da Saúde, da Construção Civil, Perigosos, Reaproveitamento de Matéria Orgânica, Educação Ambiental e Sustentabilidade Econômico-Financeira.
A análise da situação dos Fóruns Lixo e Cidadania dos municípios gaúchos, com as presenças da secretária nacional do Fórum Lixo e Cidadania, Téia Magalhães, e da secretária executiva do Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo, Elisabeth Grimberg foi realizada em conjunto com os presentes.
Realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Comitê /RS – Câmara Técnica de Resíduos Sólidos (ABES/RS) o evento contou com a participação de 400 inscritos da América Latina.
Durante o seminário a Rede Pan-americana de Informações de Resíduos Sólidos, organização que congrega vários países da América Latina, realizou reunião e elegeu seu novo coordenador, que terá como principal objetivo de sua gestão a busca de financiamento para a entidade.
Aeroporto trata esgoto
A Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (SINART), empresa que administra o Aeroporto Internacional de Porto Seguro (BA), está tomando a dianteira para solucionar um problema comum a todos os aeroportos do País, porém pouco debatido – o destino dos dejetos produzidos no interior de aeronaves com a aquisição de um Sistema Modular de Tratamento de Esgotos Mizumo, recentemente instalado.
A SINART administra mais três aeroportos na região Nordeste, além de várias estações rodoviárias e outros empreendimentos, incluindo hotéis e estacionamentos, em diversos estados do Brasil – Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Maranhão. O diretor, Luciano Paraíso, salienta que o aeroporto de Porto Seguro é o quarto maior do Nordeste em movimento de aeronaves e o único aeroporto internacional do Brasil administrado por uma empresa privada.
Com o equipamento da Mizumo, será possível tratar-se ali, diariamente, cerca de 6 mil litros de esgoto. O engenheiro de saneamento Fabiano Pezzo, gerente geral da Mizumo, afirma que o sistema é de baixo custo – cerca de US$ 50 por habitante -, fácil de ser instalado e não requer manutenção. “Ao contrário da fossa séptica, esse recurso não é suscetível a entupimentos e dispensa obras de alvenaria, além de evitar a contaminação de mananciais e lençóis freáticos”, diz Pezzo. “Proporciona ainda redução no consumo – e na conta – de água em até 50%”, completa. Segundo ele, a tecnologia empregada foi trazida do Japão há cerca de um ano e hoje é inteiramente produzida em Pompéia, no interior do Estado de São Paulo.
O equipamento funciona a partir de um processo biológico único no Brasil, que recicla o esgoto e o converte em água tratada e clorada, com índice de purificação da ordem de 96% – imprópria apenas para consumo potável. A água resultante do tratamento pode tanto ser reutilizada – em atividades de lavagem de pisos, paredes, jardinagem etc. – como devolvida, limpa, ao meio ambiente.
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