Ninguém quer pagar a conta

Não surtiu muito efeito o apelo do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para que os países mais ricos encabecem a implementação de um plano de ação para aliviar a pobreza e proteger o ambiente do planeta. Niguém quer se comprometer com essa empreitada. Segundo Annan as nações ricas têm a riqueza e a tecnologia e contribuem desproporcionadamente para os problemas ambientais globais”, disse salientando a importância das ONGs e das empresas.

Nem dinheiro para melhorar o ambiente global e nem mudanças significativas vão ser oficializados pois os governos estão mais interessados em garantir seus espaços no mercado globalizado, mesmo que para isso tenham que compor com os arqui-inimigos, com fizeram os Estados Unidos e o Iraque ao defenderem a continuação do reinado dos combustíveis fósseis.

Boas intenções não bastam para mobilizar ações e o pior é que talvez nem essas boas intenções fiquem expressas no documento final, como já prevêem os ambientalistas, numa prova de uma volta à realidade depois de 10 anos da Rio-92. O que mais preocupa é a recusa a qualquer referência a compromissos ou ações sobre energia renovável, saneamento, comércio, globalização e subsídios agrícolas, entre outras questões. Ou seja, praticamente tudo. Apesar dos indícios claros de que a opinião pública internacional nunca foi tão “verde” e que os compromissos do Milênio tenham falado em reduzir a pobreza, a fome e a falta de acesso ao saneamento.

Nunca é demais lembrar o tamanho do rombo: 800 milhões de famintos, 1 bilhão sem água potável, 2,4 bilhões sem esgoto e quase 325 milhões de crianças fora da escola. Problemas muito mais importantes do que os mercados e as guerras.

Boa leitura!

Cecy Oliveira – editora

A Vez dos Leitores

Década perdida?

Retornei de Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema (SP), onde passei a infância. E ali tive a oportunidade de beber novamente a sua santa água. De tão pura, não é preciso filtrá-la. Bem que as autoridades paulistas poderiam garantir o abastecimento futuro de Presidente Prudente e região. Um município não poderia comprar água do outro? E, no caso, Prudente ganharia, porque o produto teodorense é excelente. Os poços artesianos de Teodoro Sampaio oferecem à sua população uma das melhores águas do Estado e do País. Igualmente, lembro-me que, em Bernardino de Campos (região de Ourinhos), na velha Média Sorocabana, a Prefeitura garantiu o pleno abastecimento da cidade, conseguindo perfurar um poço com mais de 600 metros. É o mais profundo do Médio Paranapanema. Tenho certeza de que, se as populações desses dois municípios souberem aproveitar racionalmente seus recursos hídricos, não sofrerão com as futuras crises de abastecimento.

Montezuma Cruz

Importância da água na escola

Eu estou desenvolvendo um projeto na especialização, através das pesquisas sinto cada vez mais a necessidade urgente de tratarmos esse assunto com mais rigidez e rapidez antes que não se possa fazer mais nada pela água que ainda temos. Não é possível esperar mais.

Araci de Fátima Rocha

Água II

A matéria “A água e o desenvolvimento sustentável” reporta a importância do jovem no contesto da educação ambiental como foco de propagação da sustentabilidade.

Alberto Soares de Melo

Descaso

Lamentavelmente os entes da Federação não fazem nada. Se é certo que o Estado como ente político deixou de ser interventor para ser regulador, exemplo disso são as Agências executivas e reguladoras (e.g. a ANA ), essa modificação na estrutura política não tem surtido o efeito desejado. Está na hora de deixarmos de lago o Governo para, nós mesmos procurarmos alternativas para o problema “saneamento básico/água, uma vez que isso afeta diretamente a saúde pública.

Samir Neme Ribeiro

Reciclagem

Estou procurando alguma forma de reciclagem de água e /ou tratamento de esgoto, possuo um sitio, e como estou preocupado em não poluir e melhor aproveitar a agua, queria saber se existe alguma forma de construir um sistema de tratamento de esgoto mas para poucas pessoas (no máx. 10 ) e sobretudo que não seja caro!.

Agradeço a atenção e espero alguma indicação ou recomendação.

Victor

O lado bom de Quioto

Bastante importante a observação do sr. Sidney Grippi quanto às consequências de um grande incremento nas plantações de cana-de-açúcar para produção de álcool. Pois o tiro pode sair pela culatra. Imaginemos que para atender a demanda de álcool o governo adote alguma medida de incentivo insano para plantar-se descabidamente canaviais por todo os lados. Ora, sabe-se que quase a totalidade dos canaviais existentes no país são colhidos produzindo-se o dito gás carbônico, aumentando o efeito-estufa. Além disso destruirão áreas em recuperação ou ainda matas virgens para novas culturas, resultando em menos florestas, mais uso de águas, mais erosão e compactação de solos e erosão, mais agrotóxicos, mais caminhões a diesel para transportar o produto e destruição ambiental. É necessário atentar para um planejamento e execução corretos, preservando rios e matas, a atmosfera e o homem. Também tenho uma grande dúvida: quando os vegetais realizam a fotossíntese, na presença da luz, liberam oxigênio e consomem gás carbônico. E durante o período noturno? Fazem o contrário? Qual a real contribuição dos vegetais para reduzir o efeio-estufa”?

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