Despejo ameaça oceano

9 de julho de 2002, Oslo, Norway: O Greenpeace pediu ao Ministério do Meio Ambiente da Noruega que revogasse a aprovação dada pela Norwegian Pollution Control Authority (SFT) para o despejo no mar de 5,4 toneladas de dióxido do carbono líquido (CO²). O experimento controverso já foi rejeitado pelo Havaí e abre portas para o despejo ilegal de CO² no oceano.

O despejo de lixo industrial no mar, incluindo CO² derivado do uso de combustível fóssil, é ilegal segundo a Convenção de Londres e a Convenção OSPAR. Se a Noruega aprova esse teste, será o primeiro passo no sentido de permitir o despejo industrial deste resíduo no mar – o que quebraria os acordos internacionais e encorajaria ainda maior uso de combustíveis fósseis que provocam mudanças climáticas.

“O mar não é uma área de despejo. É ilegal despejar lixo nuclear ou tóxico no mar, e é ilegal despejar CO² – o lixo de indústrias de combustíveis fósseis” disse Truls Gulowsen, ativista climático do Greenpeace Noruega.

Teste na Noruega

Um consórcio de instituições de pesquisa da Noruega, Japão, Austrália, Estados Unidos e Canadá está propondo a realização do primeiro experimento de despejo de CO² no oceano, em grande escala, de julho a início de agosto de 2002, a 800 metros de profundidade, no Mar da Noruega.

O teste é patrocinado por órgãos governamentais desses países, assim como pela ABB Corporate Research e tem o apoio das indústrias de carvão. Foi rejeitado pelo Havaí devido a protestos públicos.

“Não é surpresa que os Estados Unidos, a Austrália e o Canadá estejam apoiando esse projeto: esses governos são agora conhecidos como os Filthy Three (os 3 Corruptos) por sua flagrante sabotagem de acordos internacionais, incluindo mudanças climáticas e a Cúpula da Terra”, diz Gulowsen. “Entretanto, estamos surpresos que a Noruega, de novo, seja voluntária para ser instrumento em um ‘descarrilhamento’ de acordos internacionais e promover contínuo uso de combustíveis fósseis.”

Diversas outras organizações ambientalistas na Noruega, incluindo WWF e Amigos da Terra, estão também contra o projeto. A Union of Concerned Scientists (um grupo de cientistas, baseado nos Estados Unidos) é contra o despejo de CO² no oceano. De acordo com USC: “À luz dos riscos ecológicos do seqüestro de carbono nos oceanos profundos e os não comprovados benefícios de longo prazo desse experimento, UCS acredita que devem ser abandonadas mais pesquisas nesse campo.”

Isaac Harp, um pescador e presidente da Coligação do Havaí contra o Despejo de CO², um grupo de base que impediu as duas tentativas de teste de despejo nas águas do oceano próximo do Havaí disse: “Em suas tentativas, para justificar a continuidade do uso de combustíveis fósseis, os que apóiam esse combustível estão buscando métodos de despejar CO² nos oceanos do mundo. Isso precisa ser condenado, já que existem tantos outros modos de combater as mudanças climáticas que não chegam nem perto desse método insano!”

Tradução de Maria do Carmo Zinato: mariacz@ces.fau.edu.

Fonte d´Água e o Movimento de Cidadania pelas Águas

Monitoramento de desastres

Moscou, 24 de julho /PRNewswire/ — A empresa estatal exportadora de armas Rosoboronexport e a empresa de pesquisa e desenvolvimento da Grã-Bretanha Surrey Satellite Technology Ltd. (SSTL) acabam de assinar um contrato relativo ao lançamento de oito microssatélites. Os satélites serão lançados por três foguetes Kosmos da plataforma de lançamento Plesetsk, no norte da Rússia, em 2002-04.

O contrato foi firmado por V.N. Yarmolyuk, chefe adjunto da diretoria da Rosoboronexport para tecnologias de defesa e espaço, e o CEO da SSTL, Sir Martin N. Sweeting. Os satélites formarão uma Constelação de Monitoramento de Desastres (Disaster Monitoring Constellation – DMC) internacional para monitorar acidentes e desastres naturais. Participam do projeto sete países europeus, asiáticos e africanos.

Fonte: Rosoboronexport

Lixo industrial

O CO² é o lixo industrial em maior quantidade do mundo. A maior parte vem da queima do petróleo, carvão e gás e sua primeira conseqüência é a mudança climática.

“O despejo no oceano não é a solução para o problema da mudança climática. Nunca será possível garantir que esse lixo não retornará à atmosfera, criando uma bomba de tempo climática para as futuras gerações”, diz Gulowsen. “A solução real para a mudança climática é substituir o uso de combustíveis fósseis com energias renováveis tais como energia solar ou eólica”.

Degelo

Foto: Todd Arbetter, University of Colorado

Pesquisadores da Universidade do Alasca indicam que um estudo dos 67 principais glaciares do mundo determinaram que o ritmo de degelo vem se acelerando nos últimos cinco anos.

O principal responsável pelo estudo, Anthony Arendt, assegura que desde meados dos anos 50 até os 90, os glaciares perderam 52 quilômetros cúbicos ao ano. Nesta última época, o ritmo duplicou. Em maio passado, se desprenderam da Antártica duas enormes placas de 75 e 200 quilômetros de gelo. No Alasca, o degelo dos glaciares é maior do que o que se registra em outras regiões do mundo, com exceção da Groenlândia e Antártica.

Segundo os cientistas somente os degelos que afetaram os glaciares do Alasca podem ser os responsáveis pelo aumento de aproximadamente 10% do nível do mar nos últimos 40 anos.

Esse derretimento também pode estar na causa da diminuição da salinidade do mar de Ross, segundo um estudo feito pela Universidade de Colúmbia. Essas duas alterações poderão, a médio prazo, provocar mudanças nas correntes oceânicas que regulam o clima da Terra, teme os cientistas.

Fonte: Radipaz

Foguetes

Os foguetes Kosmos são produzidos pela Polyot Company, com sede na cidade de Omsk. As características técnicas destes foguete permitem a precisão necessária ao colocar objetos na órbita solar sincrônica a um preço acessível.

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