
Apesar de toda a tecnologia disponível a água ainda continua a carregar um risco potencial de causar doenças e morte, quando não devidamente tratada. Ameaças como as toxinas – oriundas das cianobactérias tóxicas – e protozoários, como giardias e cryptosporidium, são os desafios que as Estações de Tratamento de Águas (ETAs) estão enfrentando, e vencendo, em todo o mundo. No Brasil os padrões de potabilidade da água estão se tornando mais rigorosos e as companhias, serviços municipais, órgãos da vigilância sanitária da saúde e especialistas da área de Saneamento estão se preparando para a plena vigência da Portaria 1469, do Ministério da Saúde, que substituirá a Portaria 36, a partir de janeiro de 2003. Um outro alerta que emergiu do evento foi quanto à importância da filtração para a eliminação de patógenos, como os protozoários, que não são inativados pelo cloro. O item turbidez passará com a vigência da nova portaria a ser considerado um indicador sanitário.
Uma platéia atenta de mais de 1.000 pessoas, que surpreendeu os palestrantes, promoveu uma ampla análise e debateu as principais questões relacionadas com a qualidade da água e a aplicação da Portaria 1469, de potabilidade de água, durante três dias, em Porto Alegre, na 1ª Jornada Brasileira de Qualidade da Água. O evento, promovido pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), abordou com profundidade os temas relacionados, como a questão das cianobactérias e dos protozoários, do uso do cloro e da utilização da metrologia como ferramenta para a garantia da qualidade. Pela importância e relevância os assuntos abordados voltarão as páginas da Águaonline nas próximas edições.
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