Um informe do Secretariado da Comissão para a Cooperação Ambiental (CCA) da América do Norte – que engloba o México, Estados Unidos e Canadá – revela que em 1999 as centrais elétricas da América do Norte emitiram mais de 450 mil toneladas de contaminantes no ar, no solo e na água. O estudo analisa os impactos ambientais de um mercado subcontinental de eletricidade em crescimento.
O estudo foi elaborado sob a orientação de um conselho consultivo de especialistas do Canadá, Estados Unidos e México. De todos os setores industriais que apresentaram informes de emissões em 1999, as centrais elétricas da América do Norte informaram a maior quantidade de emissões tóxicas: mais de 450.000 toneladas de contaminantes descarregados na água, terra e ar. Nos Estados Unidos, o setor elétrico é responsável por 25% das emissões de óxidos de nitrogênio, 70% de dióxido de enxofre, 25% de mercúrio e 35% de dióxido de carbono.
Os governos da região estimam que, de 2000 a 2009, a demanda de eletricidade crescerá 14% no Canadá, 66% no México e 21% nos Estados Unidos. Tendo em vista estes importantes impactos, cada vez se presta maior atenção a projetos de centrais elétricas planejados para zonas próximas a fronteiras internacionais que possam afetar o bem-estar da população e do meio ambiente de países vizinhos.
Philip Sharp, destacado pesquisador da Universidade de Harvard, presidiu o grupo assessor independente que dirigiu o estudo e fez uma série de recomendações aos responsáveis pelos países que integram o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). Entre as sugestões estão:
Redes para proteger a saúde humana e os ecossistemas na América do Norte à medida que o mercado elétrico se integra.
Um maior acesso da cidadania a mais e melhor informação sobre contaminantes emitidos por centrais elétricas, critérios para a localização de instalações e diferenças nas normas ambientais através das fronteiras.
Uma maior cooperação na avaliação dos impactos ambientais no ar, solo e água provocados pela construção de novas centrais elétricas, incluídos tanto os impactos locais como os do transporte aéreo de contaminantes a grandes distâncias.
Regras para criar um regime de substituição de emissões atmosféricas da América do Norte em matéria de dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, dos contaminantes que contribuem para a geração de chuva ácida e smog.
Desenvolvimento de um regime de comércio de emissões de carbono para
atender o problema das mudanças climáticas e promover a conservação dos bosques, a eficiência energética e a energia renovável.
Dia Mundial contra a Desertificação
Como parte de sua campanha para mudar o rumo da deterioração global do meio ambiente, em particular combatendo a degradação de zonas áridas – que cobrem mais de 1/4 da superfície da terra – a Assembléia Geral da ONU designou o 17 de junho como “Dia Mundial para Combater a Desertificação e a Seca”.
Celebrado mundialmente, este dia marca o aniversário da adoção da Convenção da ONU para a Luta contra a Desertificação.
Energia renovável
O conselho consultivo exorta aos países do Nafta a promover o desenvolvimento e a utilização de energia renovável mediante maiores incentivos de mercado e financiamento. Além disso, destaca que as iniciativas em favor da conservação e eficiência energética requerem políticas de apoio e incentivos adequados que ajudem a atender as considerações sobre suprimento de eletricidade respeitosa com o meio ambiente.
A fim de alcançar tais metas, o conselho consultivo recomenda a criação de um fundo para adoção da melhor tecnologia de controle disponível, medidas de eficiência energética e conservação de energia nos países do Nafta.
Para ter acesso aos comentários completos e ao informe, assim como a documentos de trabalho relacionados, consulte: http://www.cec.org.
Perdas
“A desertificação estará entre os assuntos mais importantes a serem discutidos na Cúpula do Desenvolvimento Sustentável” disse Kofi Annan, o secretário-geral da ONU, ressaltando que 110 países sofrem com este problema. “Cada ano estima-se uma perda de US$ 24 bilhões e 6 milhões de hectares de terras produtivas por causa da desertificação, degradação de terras e declínio da agricultura produtiva, afirmou Annan.
No 8º ano dessa celebração o secretário executivo da Convenção, Hama Arba Diallo, apelou à comunidade internacional para que cumpra os compromissos financeiros assumidos na Cúpula da Terra em 1992, no Rio de Janeiro, para que os países afetados pela desertificação possam implementar as ações previstas na Convenção. “A luta contra a desertificação é fundamentalmente uma luta contra a pobreza, disse Diallo.

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