
O mercado de equipamentos ecoeficientes e de tecnologias limpas cresce em paralelo com as discussões sobre desenvolvimento sustentável e movimenta hoje US$ 500 bilhões. As tecnologias limpas fazem parte de uma ciência nova, surgida há menos de duas décadas, e transformaram-se em alternativa para fomentar novas atividades industriais, em especial nos setores elétrico e energético.
Segundo Carlos Maia do Nascimento, diretor do Instituto Brasileiro de Produção Sustentável e Direito Ambiental (IBPS), organização não governamental (ONG) sediada em Porto Alegre, os setores elétrico e energético têm, hoje, opções potenciais de crescimento com o uso de tecnologias limpas. “Há inúmeras experiências bem-sucedidas para gerar energia renovável”, declarou durante sua apresentação no 1º Simpósio e Exposição Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em Municípios Industriais, realizado em Paulínia (SP).
Nascimento apresentou as potencialidades de energia renováveis como a solar, biomassa, eólica, hidráulica e geotérmica, por exemplo. “A partir da promulgação da Lei 10.438, de 26 de abril de 2002, o País finalmente ganhou um programa de incentivo às fontes alternativas de energia”, afirmou.
Para o diretor da ONG, o setor produtivo nacional mostra-se cada vez mais interessado em adotar tecnologias limpas, que minimizam impactos ambientais e os riscos inerentes dos processos industriais. As tecnologias limpas permitem a redução de resíduos e o uso mais eficiente de matérias-primas, o que otimiza custos.
Custo e resíduos zero
As tecnologias limpas tanto podem exigir investimentos de milhares de dólares como requerer apenas um remanejo do processo industrial. Este foi o caso da Lupatech S.A, produtora de válvulas e peças microfundidadas de precisão, de Caxias do Sul (RS). As medidas implementadas com a orientação do Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL), do Senai-RS, foi possível a reciclagem interna e externa de 100% dos resíduos e ainda uma economia estimada em mais de R$ 89 mil/ano.
A geração de resíduo de material refratário implicava na necessidade de construção de um aterro, para disposição deste material. O custo estimado do investimento para o aterro é de R$ 60.000,00. Porém, a solução encontrada no uso deste resíduo – fabricação de tijolos e pisos cerâmicos – dispensou o investimento. Assim, a solução passou a ser definitiva, uma vez que o aterro tem a capacidade limitada além de gerar a inutilidade da área que é ocupada. O benefício ambiental foi o resíduo zero em aterro.
Segundo o diretor administrativo e financeiro, Gilberto Pasqual da Silva, “reduzir custos com a eliminação dos desperdícios através do uso das tecnologias limpas significou agregar diferencial competitivo à Lupatech. Os benefícios colhidos nesta parceria, (CNTL & Lupatech), além dos aspectos econômicos, foram o de conscientização de toda a Companhia ao meio ambiente, ou seja, uma visão ecológica naquilo que fazemos.”
Pernambuco
A Companhia Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) presta homenagem às 16 empresas de Pernambuco que implantaram o Sistema de Gestão Ambiental (SGA), dentro da programação da Semana do Meio Ambiente. Sete dessas empresas já possuem o Sistema certificado pela Norma ISO 14001.

O exemplo da Faber-Castell
Instalada no Brasil desde 1930, a Faber-Castell se diferencia dos demais fabricantes mundiais de lápis pela utilização de árvores plantadas na fabricação de seus produtos. Atualmente 100% dos cerca de seis milhões de lápis fabricados diariamente pela empresa no país utilizam matéria-prima produzida em parques florestais próprios. Como resultado desse trabalho, a Faber-Castell é hoje a maior fabricante de lápis a partir de madeira plantada do mundo.
Para a Faber-Castell, não basta plantar. É preciso recompor, enriquecer e manter veredas, cerrados e matas-de-galeria com espécies da flora nativa local, na qual se insere a fauna. Entre as atividades voltadas para a recuperação está o Projeto Arboris, voltado a recompor, conservar e valorizar a flora nativa regional, permitindo a regeneração natural de áreas com bom potencial de regeneração. Em áreas onde não é possível a recomposição natural da vegetação, árvores nativas originais da região e relevantes para a fauna local são plantadas.

Carrefour
“O futuro da natureza está nas suas mãos” é o tema da campanha do Grupo Carrefour para o Dia Mundial do Meio Ambiente. Como parte da Campanha, o Grupo Carrefour abrirá um espaço em todas as lojas para as ONGs voltadas à preservação ambiental mostrarem seu trabalho. Alunos e professores de várias escolas do país visitarão os hipermercados e supermercados para conhecer detalhes dos produtos com o selo garantia de origem, isentos de defensivos químicos. Para os alunos, foram produzidas
cartilhas onde é destacado o cuidado com o meio ambiente.
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