
Um trabalho de pesquisa de oito meses, 5.000 análises realizadas e o esforço de um grupo de 80 funcionários estão por trás das melhorias do complexo de tratamento de efluentes industriais da Dana Albarus, inaugurado no dia 09, junto às fábricas, em Gravataí (RS). Com investimento de R$ 500 mil, a ampliação da Estação de Tratamento de Efluentes Industriais teve como principal objetivo a segregação de efluentes líquidos para tratamento físico-químico.
O processo, feito em bateladas, possibilita que a carga poluidora emitida ao meio ambiente – que já atendia aos parâmetros exigidos por órgãos ambientais – seja reduzida a quantidades mínimas.
“Buscamos o processo que melhor se adequasse às várias linhas de contaminantes e optamos pelo tratamento por batelada”, destaca Sheila Castro, coordenadora do Sistema de Gestão Ambiental da planta de Gravataí.
As linhas de efluentes foram agrupadas de acordo com o tipo de resíduo gerado: ácidos (provenientes de banhos de fosfato e decapagem), metais (banhos de níquel e estanho), alcalinos (processo de desengraxe e emulsões oleosas) e cromo (processos de cromagem).
Com a segregação, a geração de resíduos sólidos e a carga poluidora do tratamento físico-químico diminuem, o que permite que o efluente tratado chegue ao ponto de monitoramento com alto índice de confiabilidade. Para garantir a qualidade da água, os técnicos da Dana realizam medições e análises diárias.
Além disso, o tratamento em batelada – com volumes fixos, não-contínuos – minimiza a possibilidade de falhas e gera economia, devido à diminuição na quantidade utilizada de produtos químicos.
Veja aqui o fluxograma
do tratamento
Exceder os padrões

Programa Napoli
O Programa Napoli já está sendo aplicado, com resultados significativos, em Nápoles (Itália), Barcelona (Espanha) e Atenas (Grécia) – cidades onde a poluição ameaça também um dos mais preciosos patrimônios da humanidade. Já estão agendadas implantações nas grandes cidades do Egito, Turquia e Marrocos. A idéia é viabilizar o Programa de Napoli no Brasil, onde em várias cidades a poluição automotiva já ultrapassou os limites aceitáveis.
O Seminário será aberto pelo Dr. Ruy Altenfelder, secretário de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado de São Paulo e pelo Prof. Dr. Ari Guilherme Plonski, superintendente do IPT. O palestrante principal será o diretor do Programa Napoli da União Européia e do Instituto Motori da Itália, Prof. Dr. Aldo Di Lorenzo, que exporá o que já se faz na Europa e as perspectivas para ações no Brasil. O pesquisador do IPT, engenheiro Vicente Mazzarella, avaliará as proposições do Aldo Di Lorenzo, apresentará propostas tecnológicas já desenvolvidas no IPT e abrirá uma mesa redonda para a discussão da problemática.
Data e horário: dia 28 de maio, das 9h às 18h.
Local: Áuditório Adriano Marchini – Prédio 1 do IPT – Cidade Universitária/USP – SP
Informações e inscrições:
abepolar@abepolar.org
abepolar@ajato.com.br
mazza@ipt.br
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