Por que a Camada de Ozônio está sendo degradada?

Há um consenso mundial sobre a teoria de que o cloro que existe nas substâncias químicas artificiais liberadas na atmosfera, é responsável pela destruição do ozônio na estratosfera. Uma grande parte desses compostos são constituídos pelos clorofuorcabonos (CFCs – 11, 12, 113, 114 e 115), brometo de metila e halons (agentes de extintores de incêndio – 1211, 1301, 2402).

Substâncias contidas em erupções vulcânicas ou mesmo nos oceanos também

agridem a camada, mas nesse caso a natureza sempre demonstrou fôlego para se

recompor. Os CFCs, inventados em 1928, foram utilizados durante anos em geladeiras, condicionadores de ar, sistemas de refrigeração, isolantes térmicos e sprays.

A estrutura estável desses produtos químicos permite atacar a camada de ozônio. Sem sofrer modificações, a intensa radiação UV-C destrói as ligações químicas, liberando o cloro que separa um átomo da molécula de ozônio, transformando em oxigênio. O cloro atua como catalizador, levando a cabo essa destruição sem sofrer nenhuma mudança permanente, de maneira a poder continuar repetindo o processo. Estima-se que uma única molécula de CFC teria a capacidade de destruir até cem mil moléculas de ozônio.

Essas substâncias são utilizadas principalmente nos seguintes setores:

Refrigeração e serviços

Solventes

Extinção de Incêndio

Agrícola

Aerossóis

Espumas

A cada primavera, no hemisfério Sul, aparece um “buraco” na camada de ozônio

sobre a Antártica tão grande como a superfície dos Estados Unidos (20 a 25 milhões de km²). O “buraco” não é na realidade um buraco, e sim uma região que contém uma concentração baixa de ozônio. Esse termo tecnicamente incorreto dá uma idéia a opinião pública sobre a dimensão e gravidade da situação.

O problema é pior nessa parte do globo devido à atmosfera muito fria e à presença de nuvens polares estratosféricas ( -80ºC) que retêm cloro e bromo. Com o retorno da primavera e o descongelamento das nuvens, esses elementos são liberados e reagirão com o ozônio.

Colaborou: Wellington Eduardo Araújo Rocha

Vida longa

Os mais perigosos produtos têm vida longa. O CFC-11 dura em média 50 anos, o CFC-12 em média 102 anos e o CFC-113 em média 85 anos. Portanto, as emissões

dessas substâncias químicas influirão no processo de esgotamento da camada de ozônio durante muitos anos.

Já o brometo de metila é uma substância (gás) utilizada para a fumigação de solos, visando a eliminação de fungos, bactérias e patógenos. Também tem um grande potencial de destruição da camada de ozônio. Os gases halons são utilizados principalmente para o combate a incêndios.

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