
Lâmpadas fluorescentes, tintas, medicamentos vencidos, pilhas e baterias são resíduos perigosos e que não deveriam estar junto com o lixo doméstico recolhido na maioria dos municípios brasileiros. Curitiba (PR) é uma das poucas cidades do país a contar com uma coleta especial para este tipo de resíduo perigoso, realizada pela Cavo – empresa responsável pela limpeza pública e coleta de lixo– há quase dois anos impedindo que mais de nove toneladas de produtos tóxicos sejam despejados anualmente no aterro da Caximba, destino final de todo o lixo recolhido na cidade.
O projeto, que recolhe exclusivamente produtos tóxicos domiciliares, é um dos principais serviços de combate à poluição do meio ambiente na capital. Segundo o supervisor operacional da Cavo, Ricardo Cortez de Souza, o lixo é levado para a Central de Tratamento de Resíduos Industriais da Cavo (CTRI), na cidade industrial, onde recebe tratamento adequado.
O recolhimento dos resíduos perigosos conta diretamente com o apoio da população, que deve separar e armazenar, em caixas ou latas rígidas e bem fechadas, materiais como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, medicamentos vencidos, embalagens vazias de inseticidas, tintas e toners. Os produtos são levados até o terminal de ônibus mais próximo, onde uma vez por mês um caminhão faz a coleta.
O lixo é separado em tambores e levado para a CTRI onde passam por um pré-tratamento chamado encapsulamento, que neutraliza os princípios contaminantes dos produtos para que possam ser encaminhados para um destino final. Neste caso específico, o lixo é comportado em grandes valas revestidas por duas camadas de manta de polipropileno (polímero de alta resistência e adequado para armazenamento de lixo tóxico).
Ricardo Cortez de Souza afirma que são graves os problemas gerados pela contaminação do solo quando o lixo não é tratado adequadamente. “Os metais pesados de produtos como níquel, cádmio e mercúrio atingem os lençóis freáticos e, consequentemente, a água que pode ser consumida pelo homem ou que servirá para irrigar plantações”, adverte.
A chefe do departamento de saúde comunitária da Universidade Federal do Paraná, Eleusis Ronconi de Nazaré, explica que os prejuízos à saúde variam de acordo com o tipo de produto, do tempo a que está exposto ao meio ambiente e da forma de contato com o homem. Segundo ela, o acúmulo de metais pesados é danoso a longo prazo. A exposição contínua da população a produtos tóxicos, segundo Eleusis, pode causar problemas renais, neurológicos, respiratórios, hematológicos (medula) e, num prazo maior, até câncer.
Os produtos mais recolhidos na coleta são lâmpadas (24%), seguido de tintas e medicamentos vencidos (22% cada um). Em menor quantidade estão produtos químicos em geral (11%), pilhas e baterias usadas (8% cada), toners (3%), e embalagens de inseticidas (2%). Segundo Ricardo Cortez, a idéia é expandir o projeto nos próximos anos. “Com o tempo acreditamos que a população se sentirá mais estimulada a contribuir com o serviço. Se a demanda aumentar, o que seria ideal para a cidade, poderemos expandir a coleta para que seja feita como a tradicional, de porta a porta”, conclui.
Móveis certificados
O WWF-Brasil e a Orro & Christensen inauguraram no último dia 24, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, a exposição “A Contra-Revolução Industrial”, que marca o lançamento da linha WWF de móveis certificados FSC. Os novos móveis trazem duplo benefício à natureza: são fabricados com madeira extraída de florestas bem manejadas, conforme os mais elevados padrões ecológicos, sociais e econômicos e sua comercialização reverterá, em parte, para os projetos de conservação da natureza e desenvolvimento sustentável do WWF-Brasil.
Modulado e em estilo contemporâneo, o mobiliário inclui cadeiras, criados-mudos, estantes, home theater, mesa de escritório, gaveteiro, racks diversos (inclusive para computador), camas de solteiro e de casal, e closet. Os móveis foram confeccionados em duas opções: natural e colorido. Para a cor natural, em quatro tons diferentes, a matéria-prima é o aglomerado BP da Eucatex. Para o colorido, com opções em laranja, vermelho, amarelo, vinho, roxo, branco e verde, está sendo introduzida uma nova tinta italiana e é usado o MDF da Duratex. As florestas da Eucatex e da Duratex tiveram o seu manejo certificado pelo FSC. Para colocar o selo FSC nos móveis, a Orro & Christensen obteve a certificação da cadeia de custódia, que faz o rastreamento da matéria-prima florestal utilizada no produto desde sua extração na floresta até a comercialização.
Sucesso on line
A Sabesp foi escolhida para figurar no Fórum Mundial, aberto no dia 14, em Londres, com participação de 65 países que apresentaram soluções de governo no mundo. Pioneira no lançamento do processo de compras on line, que funciona através da internet, a Sabesp fez a apresentação de dois módulos do Sistema de Gerenciamento de Licitações (SGL): Sistema de Registro de Preços e Cotações Eletrônica. O sistema
existe desde abril 2000 e diariamente, são realizados leilões para compra de materiais num custo máximo de R$16 mil. No início, existiam cerca de 139 fornecedores e atualmente são 454, representando um aumento de 226% no número de participantes. Estas reuniões não exigem espaço físico, nem a presença de pessoas para negociar preços ou “bater o martelo” para melhor oferta. Os lances acontecem virtualmente, através do processo de cotação eletrônica. Além da comodidade, a empresa reduziu os custos, entre 12 e 13%, na aquisição de produtos.
Parceiros
O WWF-Brasil é uma organização brasileira autônoma e sem fins lucrativos, sediada em Brasília, que tem por missão promover a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. Integra a maior rede ambientalista mundial, presente em 91 países de todos os continentes. A marca WWF não é um selo e está registrada no INPI, podendo ser licenciada pelo WWF-Brasil (o que é feito através da Redibra Marketing & Licensing Services, de São Paulo) para uso em produtos e serviços coerentes com a missão da organização.
A Orro & Christensen, empresa de móveis e acessórios com design exclusivo certificados pelo selo FSC, é uma das pioneiras na preservação ambiental, tem a criação como seu principal patrimônio e a busca da qualidade de acabamento são tônica de sua gestão empresarial.
Alimentação saudável
O ministro da Saúde, Barjas Negri, assinou convênio, no total de R$ 100 mil, com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul para desenvolver ações na área de Alimentação e Nutrição. Além do Rio Grande do Sul, outros 19 Estados brasileiros vão ser beneficiados, totalizando investimento federal de R$ 2,6 milhões. As verbas destinam-se ao financiamento de estudos e pesquisas sobre recuperação nutricional e alimentação saudável, qualificação profissional, criação de programas de redução e controle da desnutrição. A meta do Programa Bolsa-Alimentação é atender, em todo país, 800 mil gestantes e mães que estejam amamentando, além de 2,7 milhões de crianças de até seis anos, com deficiência nutricional.
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