Divergências entre os números da Pesquisa Nacional sobre Saneamento Básico, realizada pelo IBGE, referentes aos resíduos sólidos estão deixando os especialistas do setor em dúvida sobre qual das informações corresponde à realidade brasileira. Enquanto os dados divulgados pela Assessoria de Imprensa do órgão – e que constam na publicação impressa – dão a produção diária de resíduos sólidos do país como sendo de 125.281 toneladas a tabela 110, que está no site da IBGE:
http://www.ibge.net/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pnsb/default.shtm informa que a quantidade de lixo coletado diariamente no país é de 228.413 toneladas(?). Pelos dados desta tabela, que os técnicos do IBGE afirmam ser a informação correta, a região Norte coleta 11. 067,1 toneladas/dia; a Nordeste, 41.557,8 toneladas/dia; a Sudeste, 141. 616,8 toneladas/dia; a Sul, 19.874,8 toneladas/dia e a Centro-oeste, 14. 296,5.
Segundo o material da Assessoria de Comunicação, “a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000, realizada pelo IBGE, revela uma tendência de melhora da situação de destinação final do lixo coletado no país nos últimos anos. Em 2000, o lixo produzido diariamente no Brasil chegava a 125.281 toneladas(?), sendo que 47,1% era destinado a aterros sanitários , 22,3 % a aterros controlados e apenas 30,5 % a lixões. Ou seja, mais de 69 % de todo o lixo coletado no Brasil estaria tendo um destino final adequado, em aterros sanitários e/ou controlados.
Todavia, em número de municípios, o resultado não é tão favorável: 63,6 % utilizavam lixões e 32,2 %, aterros adequados (13,8 % sanitários, 18,4 % aterros controlados), sendo que 5% não informou para onde vão seus resíduos. Em 1989, a PNSB mostrava que o percentual de municípios que vazavam seus resíduos de forma adequada era de apenas 10,7 %”.
Cidade maior=mais lixo
Os números da pesquisa permitem, ainda, uma estimativa sobre a quantidade coletada de lixo diariamente: nas cidades com até 200.000 habitantes, são recolhidos de 450 a 700 gramas por habitante; nas cidades com mais de 200 mil habitantes, essa quantidade aumenta para a faixa entre 800 e 1.200 gramas por habitante. A PNSB 2000 informa que, na época em foi realizada, eram coletadas 125.281 toneladas de lixo domiciliar, diariamente, em todos os municípios brasileiros. (na publicação veja as páginas 309 e 310). As 13 maiores cidades são responsáveis por 31,9% de todo o lixo urbano brasileiro.
Tabela
110 – Quantidade diária de lixo coletado, por Regiões Metropolitanas
e
Municípios das Capitais – 2000
Municípios
das Capitais
Quantidade
diária de lixo coletado (t/dia)
Brasil
228.413,0
Manaus
2.400,0
Belém
RM
de Belém
2
.012,0
2.
697,0
Fortaleza
RM.
de Fortaleza
2
.375,0
7.
211,2
Recife
RM
de Recife
1.
376,0
3.
221,0
Maceió
1.592,0
Salvador
RM
de Salvador
2
.90,5
2.940,5
Belo
Horizonte
RM
de Belo Horizonte
4.920,6
6.889,7
Rio
de Janeiro
RM
do Rio de Janeiro
8.343,0
13.429,4
São
Paulo
RM
de São Paulo
20.150,2
83.066,9
RM
de Campinas
3.508,2
Curitiba
RM
de Curitiba
1.548,9
2.131,8
Porto
Alegre
RM
de Porto Alegre
1.610,0
3.566,2
Goiânia
RM
de Goiânia
3.270,0
3.709,7
Brasília
2.567,2
Região
Integrada do Distrito Federal e Entorno
3.046,8
Fonte:
IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de População e Indicadores
Sociais, Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000.
Lixo hospitalar
Segundo a informação distribuída pelo IBGE “em 2000, a situação de disposição e tratamento dos resíduos sólidos de serviços de saúde (RSS) melhorou, com 539 municípios encaminhando-os para aterros de resíduos especiais (69,9 % próprios e 30,1 % de terceiros), enquanto em 1989 apenas 19 municípios davam este destino aos resíduos sólidos. Em número de municípios, 2.569 depositam nos mesmos aterros que os resíduos comuns, enquanto 539 já estão enviando-os para locais de tratamento ou aterros de segurança.A pesquisa mostra, também, que, entre os municípios com mais de 500.000 habitantes que destinam o lixo séptico em vazadouros a céu aberto, estão Campo Grande (MS), São Gonçalo (RJ), Nova Iguaçú (RJ), Maceió (AL) e João Pessoa (PB) (páginas 315 e 316)”.
Projeto Tietê
O Governo do Estado de São Paulo vai autorizar ainda neste mês de abril a execução da segunda fase do Projeto Tietê. A informação foi dada pelo governador Geraldo Alckmin na última quarta-feira, dia 10, durante a cerimônia que marcou o início da segunda etapa do rebaixamento da calha do rio Tietê. O rebaixamento da calha do rio Tietê, realizado pelo DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica, foi feito para impedir a inundação das marginais da cidade de São Paulo permitindo que o rio suporte chuvas de até 80 metros cúbicos por segundo. O Projeto Tietê tem como meta principal a ampliação dos serviços de coleta e tratamento de esgotos sanitários. O Projeto é coordenado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp). O governador informou que a segunda fase permitirá a ampliação da coleta de esgoto na Região Metropolitana de 80 para 95% das residências. “Serão mais 800 quilômetros de rede com investimentos de U$S 400 milhões”, afirmou.
Leave a Reply